Rui, um jovem de 25 anos, nascido em Lisboa, filho de pais divorciados, igual a muitos outros, rebelde á sua maneira mas com um enorme sentido de justiça. Tudo o que presenciasse, quer as pessoas fossem conhecidas ou não, tirava sempre as suas elacções.
Rui tinha aprendido a ser assim, pois acabara de tirar a sua Licenciatura em Psicologia Criminal. Todavia, Rui era uma pessoa fechada, com poucas conexões sociais e apenas duas pessoas o conheciam realmente, o Seu amigo Duarte e a sua namorada já de longa data, Guida.
Após graduação e até mesmo antes, Rui traçava perfis de toda a gente e até mesmo adivinhava coisas sobre as pessoas, os seus pensares e segredos, com o simples poder de observação.Numa certa noite, Rui e Guida passeavam de mãos dadas pela baixa, pelo seu percurso normal, de rotina. A noite estava calma, uma brisa soprava refrescando seus corpos quentes, enquanto ele olhava Guida com ar apaixonado. Rui sabia que Guida era a tal.
Uns metros adiante, Rui decidiu cortar caminho, e puxando Guida levemente, virou á sua esquerda entrando por um beco escuro e sombrio. Guida não se estava a sentir muito confortável a ir pelo beco, mas como confiava em Rui, deixou-se levar sem contestar, estando ansiosa que atravessassem o beco.
Guida reparava que o beco era frio, negro,sem luz artificial, onde os portões dos armazéns rangiam assustando-a um pouco. Nesse momento ela apertava-lhe as mãos.
Rui: - Tem calma, podias ter dito que não querias vir por aqui, apenas vim por aqui para encurtar um pouco o caminho.Guida - Pois, sabes que gosto pouco de lugares escuros....Sem ser o quarto - Riu-se nervosa.
Rui sorriu e pousou-lhe o braço por cima, aconchegando-a um pouco mais, tentando fazê-la sentir mais segura.
Neste mesmo instante, ouvem um barulho ensurdecedor de um portão a abrir uns metros mais á frente. Guida parou por breves instantes, sem largar a mão de Rui, mas voltou logo a andar.
Derrepente, na escuridão, Rui avista três vultos. Fica reticente, mas como sabe que em situações desconhecidas o melhor é não mostrar medo, fez com que continuassem a caminhar.
Guida ouve passos vindo de trás. Olha por cima do ombro e vislumbra mais dois vultos a aproximarem-se depressa.
Nesse instante, Rui apercebendo-se da situação que se iriam deparar, tira a sua carteira do bolso do casaco, tira o relógio de ouro que era do seu avô e o seu télémóvel e pede a Guida para fazer o mesmo.Ela fá-lo apressada. Nervosa e assustada deixa cair as chaves do carro, apanhando-as logo de seguida.
Ao erguer a cabeça, vê-se rodeada pelos cincos homens e apercebe-se que estão encapuçados. Um deles tem uma arma automática na mão e os restantes facas e navalhas.
Rui adianta-se e exclama: - Levem tudo o que temos mas não nos magoem, não sabemos quem são e não iremos apresentar queixa á polícia.
Guida não solta uma palavra, sempre de mão dada com Rui, um pouco mais atrás dele.
Ouve-se um riso um pouco mais ao longe, vindo de trás, um sexto homem, igualmente encapuçado e armado, separa Guida de Rui bruscamente esta grita na esperança de alguém a ouvir.
Rui, apercebendo-se que a situação não estava a correr bem, decide tomar uma atitude mais ofensiva.- Se lhe fazem mal, juro que os encontrarei e me vingarei um a um!
Os homens olham com um ar de desprezo para Rui e enquanto o sexto homem desaparece com Guida na escuridão, os outros cinco atacam violentamente Rui com socos, pontapés e um deles esfaqueia-o no abdómen. Rui acabara de perder os sentidos.
Ao recuperar os seus sentidos por breves instantes, repara que uns metros mais á frente está Guida no chão.
Recorre ás suas forças todas que ainda tem no corpo e arrasta-se o mais rápidamente que pode para o pé de Guida.
Ao virá-la para si, Rui repara que a noite que era para ser a dois, foi um desastre, Guida jazia morta no chão, degolada e abusada sexualmente.Rui, com a perca de sangue devido ao esfaqueamento, perde novamente os sentidos, acordando horas mais tarde no hospital.
(CONTINUA BREVEMENTE)

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