sábado, 26 de março de 2011

Em Nome de Guida (Capitulo II)

Duarte, de 30 anos, amigo de Rui desde a infância, era detective-chefe e comandava uma equipa que investigava homicídios.
Soube da morte de Guida e do ataque violento a Rui cerca de 15 minutos após o acontecimento. Incrédulo, pega no seu casaco de cabedal preto, no capacete e nas suas chaves e sai apressado do seu escritório fechando a porta com estrondo. Põe o capacete, liga a sua moto preta  e arranca abruptamente deixando marcas de pneu na estrada rumando ao hospital.
Ao chegar, dirige-se à recepção, passando à frente de um aglomerado de pessoas, e pergunta apressadamente por Rui. A recepcionista indica-lhe o quarto de Rui, 222.
Sem agradecer, sai disparado, esbarrando numa enfermeira, pedindo desculpa imediatamente e ajudando prontamente a juntar as coisas do chão:
Enfª - Necessita de ajuda?
Duarte - Sim, por favor! Poder-me indicar onde fica o quarto 222?
Enfª - Claro, venha comigo, ia neste preciso momento mudar a ligadura de Rui. Digo-lhe já que ainda está sobre o efeito da anestesia, teve que ser operado de urgência, pois o ferimento provocou a rotura do fígado. Contudo correu tudo bem, mas terá de ficar sobre observação 24horas.
Enfª - Ah...não deveria ser eu estar a por-lhe a par da situação, mas sim o médico, será melhor falar com ele. Deve estar a ir ter com o Rui em breve. Siga-me por favor.
Duarte -  Sim, sim, obrigado!
Duarte segue a enfermeira ainda a tentar digerir toda a situação. Chegando ao Quarto de Rui, vê-o com lacerações na cara, e com alguns hematomas.
Senta-se na poltrona bege ao lado da cama de Rui, esperando que este acorde.
Enfª -  Se necessitar de alguma coisa carregue naquele botão, que venho até cá.
Duarte acena a cabeça como em forma de agradecimento pela atenção e perde-se nos seus pensamentos. Duarte ia fazer questão que fosse ele a investigar o caso, custasse o que custasse.
Rui, nesse instante solta um gemido. Duarte levanta-se e vê que Rui, lentamente, começa a abrir os olhos.
Rui tenta-se levantar assustado e ainda desorientado, mas sente uma dor aguda fazendo-o deitar-se novamente.
Duarte - Calma, tens que ficar deitado. A enfermeira disse-me que ias ficar bem.
Nesse instante, entra o médico pelo quarto.
Dr - Boa Tarde! Ah, já acordou muito bem. Bom, o Sr. Rui foi operado de urgência devido a ferimento no fígado, contudo já se encontra fora de perigo. Em todo o caso, passará uma noite mais connosco para observação. Se pela tarde de amanhã estiver tudo bem, uma dieta e uns analgésicos por duas semanas e ficará como novo.
Rui - Guida! Onde está a Guida? Quero ver a Guida! Por favor diga-me que está bem!
Duarte, sabendo já do acontecimento, abana a cabeça a Rui. Este apercebendo-se do que o amigo queria dizer, e recordando-se da imagem de Guida morta. Pede a Duarte que encontre quem tinha feito aquilo. Duarte concorda com o pedido, como já antes tivera decidido.
No dia seguinte, Duarte volta ao hospital, desta vez de carro, para ir buscar Rui. Ao para na porta do hospital, já Rui estava à sua espera. Ajudando Rui a entrar para o carro, pergunta:
Duarte - Estás bem?
Rui - Estive a pensar e quero ajudar no caso!
Duarte - Rui, não podes, envolvimento pessoal! O meu directo nunca irá aceitar!
Rui - Duarte, ou faço-o contigo, ou faço-o sozinho! Agora decide como queres fazer, eu estou decidido a encontrar essa escumalha! E juro por Guida que irão-mas pagar!
Duarte, fica sem palavras, por breves segundos e diz:
- Ok! tudo bem, eu arranjo forma de te por no caso como consultor. Prefiro ter-te debaixo de olho do que estares sozinho a investigar. Ainda te metes em alguma!
Duarte, arranca com o carro. Rui fica sem dizer uma única palavra durante o caminho até a casa. Chegando ao destino, Duarte sai do carro e ajuda rui a subir as escadas. Entram em casa de Rui.
Duarte, prepara um Whisky para si, Black Label 12 Anos, o seu preferido. Vai até á varanda e faz um telefonema enquanto Rui estendendo-se no sofá, liga a televisão esperando que Duarte retornasse.
10 minutos passados Duarte entra para a sala.
Duarte - Já falei com o meu Director, no princípio estava relutante ao aceitar-te como consultor pois és uma vítima dos agressores, mas disse-lhe que me responsabilizava por ti e pelos teus actos, ele finalmente concordou. Foda-se, mas vê lá o que fazes, é a minha carreira em jogo.
Rui - Obrigado amigo, não te preocupes, apenas quero apanhar esses cabrões. Vou para quarto descansar, ainda me sinto fraco e com a cabeça ás voltas, preciso relaxar e orientar as ideias.
Duarte - Claro, compreendo! Se precisares de alguma coisa, o que quer que seja Rui, liga-me ok? Mas liga mesmo!
Rui esboçando um sorriso diz:
- Ok, ok, vái lá em paz, eu se precisar aviso. Obrigado por tudo.
Duarte, sai de casa do Rui, fechando a porta devagar, ficando na esperança que Rui ficasse bem, mas como conhecia bem o amigo, tinha uma breve impressão que muitas coisas ainda iriam acontecer.
Abanando a cabeça, afastando a linha de pensamento, segue para sua casa. Amanhã seria um longo dia e queria estar preparado por o que aí lhe esperava.

(CONTINUA BREVEMENTE)

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