Domingo, 16 de Outubro de 2011

Como Escoher????

Escolher consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para a(c)ção. Alguns exemplos simples incluem decidir se nos levantamos pela manhã ou voltarmos a dormir, escolher o canal de TV "A" ou "B", escolher a roupa que se irá vestir no dia seguinte, escolher o que se vai jantar, ou escolher um determinado trajecto para uma viagem. Exemplos mais complexos (frequentemente decisões que afectam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política.

A maioria das pessoas considera ter alternativas ou várias opções de escolha (como queiram) uma boa coisa, embora uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita possa levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa.
Há quem diga que somos aquilo que escolhemos e saber escolher poderá ser um factor decisivo na vida.
Vou-me tornando naquilo que escolho? Não existe mesmo caminhos já traçados? Não existe determinismo?Cabe a vós responder, não a mim.

Acho que a vida é uma escolha permanente, uma escolha que faz renunciar outras escolhas!
Ninguém poderá dizer " Eu nasci assim, logo a minha vida continuará assim"!
É necessário saber que em cada dia renova-se a escolha. As suas acções, o seu trabalho, vão caminhando segundo as suas escolhas.É preciso sempre, mas sempre escolher a vida!
Ter capacidade de escolha é exercer a decisão de sempre escolher aquilo que ajuda a viver, aquilo que promove a vida. Escolher em cada dia tudo aquilo que ajuda a viver é deixar de lado certas comidas e bebidas que eventualmente estragam o corpo (esta é para as top fitness), as drogas que destroiem a capacidade de livre decisão, é deixar de lado emoções e sentimentos que prejudicam, é saber abandonar preocupações que apenas tiram o sono e a alegria de viver.
A escolha da vida é a escolha do que o nosso coração mais deseja, pois somos feitos para viver!
Volto a frizar, pois é bom saber e ficar bem acente que a escolha é sempre mas sempre acompanhada pela renúncia. A escolha maior deixa no caminho outros desejos, outros objectivos, que por vezes necessitam de ser renunciados para a escolha definitiva. (Imagino agora alguns a interrogarem-se.....Escolha definitiva???)
A escolha definitiva será a soma, vezes as multiplicações sobre o dividendo de escolhas que foram ou serão feitas durante a vida.!
Poís é caros leitores, é como eu costumo a dizer: " Temos 100 caminhos de escolhas...escolha um e viva com a nostalgia dos outros 99".

Agora pergunto-lhe eu....e você??? Já fez a sua escolha???

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O meu "Universo" és tu! Sempre!

Domingo, 17 de Abril de 2011

Em Nome de Guida (Capitulo IV)

Meia Noite, Rui já se sentia aborrecido de estar em casa, a televisão não o distraía, a música fazia-lhe sentir-se melancólico e tudo o que lhe passava pela mente era um enorme porquê! Porquê a Guida? Porquê ele? Porquê eles?
Rui já andava a passear pela sua mente, pelas suas memórias há dois dias, tentando encontrar alguma coisa, alguém, o que quer que fosse que lhe conseguisse responder aos porquês, mas nada.
Rui sentiasse desiludido consigo mesmo por não conseguir pensar ou encontrar alguma conexão. A frustração já era tanta que Rui começava a perder a cabeça, começava a sentir o rancor e o ódio a tomarem conta de si. Nesse instante Guida passa-lhe pela cabeça e relembra-se dela, da sua história e da história que os uniu.
Guida tinha 28 anos na altura de sua morte, era natural de Loures. Aos 18 anos Guida entrou na Faculdade de Letras na Universidade de Lisboa . Sonhava ser professora desde criança.
Aos 20 anos conhece Rui no Cocktail Bar Hemmingway Cascais (1) em finais de 2003 , situado na Marina de Cascais, primeiro andar. O espaço é inspirado pelo mar, algo que Guida adorava.
Guida sentava-se no terraço a degustar um Cosmopolitan, observando o mar, relembrando-se da sua majestidade, dos barcos serenos que por ali passavam, da imensidão do céu de azul profundo e da brisa marítima que lhe refrescara a face inúmeras vezes nas tardes de verão.
Guida já havia passado inúmeras tardes a reflectir naquele terraço ou na esplanada. Sabia que a mística da marina passa pela sua apreciação nas várias estações. Associado a um sentimento de Verão, a beleza do mar não é limitada ao verde do Verão, mas estende-se ao azul claro da Primavera, do musgo do Outono e ao azul tempestade do Inverno. Tendo isto em conta, sabia que o Hemingway encontrava-se preparado com uma esplanada para apreciar tanto a tarde amena, como o bafo quente, ou a poética lua espelhada no mar. Nos dias mais frios, não faltavam as cadeiras que permitem a quem visita continuar a sua contemplação, mas protegidos das variações de humor do clima de Cascais.
A decoração do bar oscila entre o zen, transmitido pelo uso da cor laranja e da madeira, a musica ambiente chill out e o cheiro a incenso; e o ambiente familiar, identificado pelos vários objectos dispostos pelo bar, como velas que já derreteram e foram fundidas vezes sem conta desde os primórdios do bar, ou os incensários em constante uso, até à simplicidade e simpatia dos funcionários. Em destaque para quem entra está o casco de um barco, parte central do bar, que transformava a visita ao Hemingway numa representação do “Velho e o Mar”. Guida amava aquele Bar, sentia-se em casa, literalmente.
Rui repassava as memórias incessantemente até chegar a um dos dias mais importantes da sua vida, o dia da proposta!


(CONTINUA BREVEMENTE)

*(1) O uso do nome do Bar, foi autorizado pela própria Gerência.

Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Em Nome de Guida (Capítulo III)

6h30 da matina, toca o despertador e como não quer a coisa Duarte estica o braço, desliga-o e esperguiça-se. Senta-se na cama e liga o candeeiro e  o rádio na mesma estação que já é habitual. Acende um cigarro, fumando-o á janela apreciando o raiar do dia. De seguida segue para o seu duche matinal, veste as suas jeans azuis, calça as suas botas pretas, veste um t-shirt preta e pega no seu inseparável casaco de cabedal preto saindo de casa ás 7h20 para mais um dia de trabalho.
Por uns instantes, tudo parecia normal, demasiado normal, mas depressa a sua missão veio a pensamento. Descobrir e punir os infractores.
Mal chega á sede, dirige-se ao laboratório de investigação criminal para saber se tinham encontrado algum tipo de vestígio que lhe levasse ou lhe desse alguma pista sobre o caso, mas em vã. Apenas tinham encontrado vestígios de sangue de Rui e de Guida e ainda aguardavam os resultados da autópsia.
Saindo um pouco desiludido, Duarte exclama: - Se encontrarem alguma coisa, o que quer que seja, avisem-me!
E segue para o seu escritório. Este é pequeno, composto apenas de uma mesa rectangular, duas cadeiras, um computador, impressora e um telefone. Duarte pousa a arma em cima da mesa juntamente com o destintivo e faz um telefonema.
Rui acorda pouco antes das 7h00 sentindo-se ainda um pouco dorido. Abre a primeira gaveta da sua mesinha de cabeceira e tira um análgésico.
Esforça-se para se lembrar de tudo o que tinha acontecinto, mas havia na sua mente pequenas lacunas, pequenos black-outs que julgava poderem ser importantes para a investigação.
Rui começara a perder-se nos seus pensamentos, até que houve o telefone tocar. Rápidamente atende-o:
Rui - Bom dia Du!
Duarte - Bom dia Rui, como estas?
Rui - Dentro dos possíveis! Já sabes de alguma coisa?
Duarte - Não, ainda não infelizmente! Estive a falar com os criminalistas mas não conseguiram indentificar nehum vestígio que nos pudesse indicar um caminho a seguir. Vou agora ao beco com uma amiga minha, ver se escapou alguma coisa, tentar falar com alguém a ver se viram ou ouviram algo. Eles têm que ter deixado alguma pista.
Rui - Tudo bem, dá-me 15 minutos para me vestir e já aí vou ter contigo Duarte, eu disse que queria estar no caso!
Duarte - Estás é parvo pá! Ainda ontem saiste do hospital e já te queres por com esforços? Queres estoirar com os pontos não? Está descançado que se souber de alguma coisa és os primeiro a saber! Aproveita para descançar.
Rui - Ok Du, mas amanhã irei contigo, nem que vás para a Grécia!
Duarte - (riso) ok ok, eu dou-te a minha palavra que amanhã vens! Vá, tenho de ir agora, ela já está á minha espera!
Rui - Ok, vai lá, não te atraso mais, e ohhh mal saibas de algo comunica.
Duarte - Ok pá, está descançado. Eu aviso. até mais logo.
Rui - Até logo.
Duarte, ao desligar o telefone, fica preocupado, pois pensara que Rui deveria estar a sofrer muito com a perda, e sabia que estava, mas o problema era ele não sentir essa tristeza, essa revolta em Rui, parecia calmo, que nada se tivesse passado.
Após essa breve linha de pensamento, Duarte chama Carolina, sua amiga do curso de detective para o auxiliar. Ambos entram para o carro de Duarte e seguem até ao beco onde o crime aconteceu.
Á luz do dia, parece um beco normal, com garagens e armazéns, ao fundo uns quantos miúdos jogavam á bola. Duarte relembrava-se dos seus tempos de infância com Rui, costumavam a jogar á bola numa ruela parecida com aquele beco.
Ao aproximarem-se do local do homicídio, Duarte ainda consegue destinguir as duas grandes poças de sangue provacadas pelo degolamento de Guida e pelo esfaqueamento a Rui.
Duarte e Carolina revêm as fotos da perícia e tentar indentificar algo que pudesse ter escapado, mas lamentávelmente não conseguiram nada. Nesse momento, Duarte ao olhar um pouco mais para a frente, na sua diagonal direita, repara num estranho promenor. Um portão em sua frente com o número 222.
Carolina, por sua vez, caminha em direcção aos miúdos. Chegando lá, interrope-lhes a peladinha e pergunta-lhes se por acaso repararam em alguma coisa fora do normal a noite passada ou mesmo durante o dia. Pergunta ao qual os miúdos responderam que não em coro, todos menos um que se remeteu ao silêncio. Carolina quase que nem dava conta daquele miúdo em questão, pois estava sentado no chão, tapado pelos outros que estavam á sua frente.
Tinha ar de rapaz de rua, as suas calças azuis, rotas, já quase que estavam negras da sujidade, vestia apenas uma t-shirt azul e calçava uns ténis já gastos. Notava-se claramente que era um rapaz pobre.
Carolina, calmamente, agachou-se ao pé deste:
Carolina - Olá! Estás bom? Posso fazer-te uma pergunta?
O rapaz, acanhado, abanou a cabeça em forma de consentimento.
Carolina - Qual é o teu nome e que idade tens?
Rapaz - Os meus amigos e toda a gente, chamam-me Xisco. Mas o meu nome é Francisco!
Carolina - Prazer Xisco, eu sou a Carolina. Olha eu estou com aquele Sr. ali, ele é detective e estamos aqui porque....porque estamos á procura de umas pessoas más que fizeram maldades aqui no beco. Por acaso não viste nada de estranho ontem á noite ou mesmo durante o dia de ontem?
Xisco - Hum... não!
Carolina - De certeza?
Xisco - não....não não vi nem ouvi nada já disse!
Carolina - Pronto pronto, não te chateies comigo. Só queria ter a certeza! Costumas vir aqui muita vez?
Xisco - Moro aqui perto, na rua seguinte!
Carolina - Muito bem. Obrigado!
Carolina afasta-se, mas não sai convencida, o rapaz olhou para a esquerda enquanto respondia, o que indicara que Xisco muito provavelmente estaria a mentir. Todavia, como não queria pressionar o rapaz e como ele poderia ser a unica possivel testemunha, decidiu afastar-se por enquanto.
Dando meia volta, em direcção a Duarte, vê o mesmo com um ar muito pensativo e intrigado.
Chegando lá:
Carolina - Então? Encontras-te alguma coisa?
Duarte fica calado, como se não estivesse lá!
Carolina -  DUARTE!
Duarte assusta-se com o berro de Carolina.
Duarte - Hei, calma pá, olha os tímpanos. Não estava cá, desculpa! Diz!
Carolina - Perguntei-te se tinhas encontrado alguma coisa.
Duarte - Hem, encontrei e não encontrei, mas se calhar é pura coincidência!
Carolina - Desembucha Duarte!
Duarte - Opa, o Rui e a Guida foram atacados ali, e o Rui disse-me que viu três dele a sairem de um portão uns metros mais á frente. Assim sendo, só pode ser ou deste ou do a seguir! O que me intriga é que o Rui estava no hospital no quarto 222 e este portão, como podes ver, tem o número 222 pintado! Terá alguma ligação? Coincidência? E depois como pode ser possivel não haver vestígios? Nem pégadas no sangue nem impressões digitais...nada nadinha! Um degolamento jorra muito sangue, e o assassino tinha que ter-se sujado. Pelo menos assim o penso!
Carolina - Já Margarida Rebelo Pinto diz que não há coincidências, mas é bem possivel que seja uma....ou talvez não. Porque não pedes um mandato ao tribunal para uma busca?
Duarte - Pois sim! Baseado em quê? Em números pintados a tinta branca? Não tenho absolutamente nada! NADA!
Carolina - Calma, sei como te posso ajudar! Tenho uma colega minha que é Juíza, concerteza que explicando-lhe o caso, consigo que me avie um mandato judicial.
Duarte - Eras uma querida se conseguisses isso sabes?
Carolina - E já não sou? (risos)
Duarte - (rindo) és pois....és pois, quando queres!
Carolina - Tu és mau, nunca vi nada igual!
Duarte - Pois sou! Vá vamos indo que tenho que voltar ao escritório, aqui é, literalmente, um beco sem saída por hoje!
Ambos caminham pelo beco fora até chegarem ao carro! Duarte abre a porta a Carolina como acto de cavalheirismo e diz:
- Afinal não sou assim tão mau pois não?
Carolina - Quando queres (risos)
Duarte - Olha que tu.....
E segue para o lado do condutor. Senta-se no seu Renault Mégane, liga o carro e segue para a Sede.
Duarante o caminho, toca o télémóvel, era Rui!
Duarte - Sim Rui, como estás?
Rui - Já dirigi melhor as coisas, apesar de não me conseguir lembrar de certas coisas, mas vão voltar têm que voltar! Encontras-te alguma pista?
Duarte, como não queria estar a falar sem saber de nada em concrecto, diz:
- Não, nada, parecem fantasmas! Mas pelo que sei procuramos um grupo muito bem organizado! Sabem claramente o que estão a fazer Rui tenho um pressentimento que não irá ser um caso de fácil resolução!
Rui - Mas irá ser concluído, nem que tenha que morrer para o fazer Du! Eu irei encontrar aqueles filhas da mãe!
Duarte - Calma Rui, calma, vais ver que os vamos apanhar e não só tu! Lembra-te das condições com que podes participar! Nada de loucuras!
Rui - Certo certo, desculpa Du, eu comporto-me!
Duarte - Acho bem, é que caso contrário, ponho-te fora do caso e não estou a brincar Rui!
Rui - Eu sei eu sei!
Duarte- Muito bem, vá que agora estou a conduzir. Amanhã ás 7h00 passo em tua casa para te ir buscar. Se precisares de alguma coisa liga!
Rui - Ok ok, até amanhã!
Duarte - Até!
Duarte, desliga o móvel e Carolina rápidamente intrevém!
- Porque não lhe disseste do número?
Duarte - Não o quero preocupar sem antes estar certo do que é ou o que significa!
Carolina - Acho que deverias ter contado, pois amanhã ele irá descobrir de certeza, mas tu é que sabes!
Duarte - Sim, eu é que sei!
Duarte acelera em direcção á Sede, precorrendo todo o resto do caminho calado!
Ao chegar á Sede, dirige-se ao escritório e telefona aos peritos, pedindo-lhes que examinassem o portão! Que procurassem por todos os possíveis e imaginários vestigios!
Desligando o telefone, Duarte, pega no seu casaco das costas da cadeira, sai do escritório fechando-o á chave, e diz até amanhã!
Saindo da sede encontra Carolina.
- Ainda aí? Diz Duarte!
-Sim á espera do autocarro. Responde Carolina
Duarte - Entra aí, dou-te uma boleia!
Carolina - Obrigado.
Carolina entra no carro e Duarte arranca levando-a a casa. Chegando lá Carolina abre a sua porta e despede-se de Duarte com dois beijos na cara!
Duarte dizendo adeus, arranca rumo a casa! Ao chegar a casa, Duarte despe o casaco, deixando-o no chão e estira-se em cima da cama, adormecendo!

(CONTINUA BREVEMENTE)

Sábado, 26 de Março de 2011

Em Nome de Guida (Capitulo II)

Duarte, de 30 anos, amigo de Rui desde a infância, era detective-chefe e comandava uma equipa que investigava homicídios.
Soube da morte de Guida e do ataque violento a Rui cerca de 15 minutos após o acontecimento. Incrédulo, pega no seu casaco de cabedal preto, no capacete e nas suas chaves e sai apressado do seu escritório fechando a porta com estrondo. Põe o capacete, liga a sua moto preta  e arranca abruptamente deixando marcas de pneu na estrada rumando ao hospital.
Ao chegar, dirige-se à recepção, passando à frente de um aglomerado de pessoas, e pergunta apressadamente por Rui. A recepcionista indica-lhe o quarto de Rui, 222.
Sem agradecer, sai disparado, esbarrando numa enfermeira, pedindo desculpa imediatamente e ajudando prontamente a juntar as coisas do chão:
Enfª - Necessita de ajuda?
Duarte - Sim, por favor! Poder-me indicar onde fica o quarto 222?
Enfª - Claro, venha comigo, ia neste preciso momento mudar a ligadura de Rui. Digo-lhe já que ainda está sobre o efeito da anestesia, teve que ser operado de urgência, pois o ferimento provocou a rotura do fígado. Contudo correu tudo bem, mas terá de ficar sobre observação 24horas.
Enfª - Ah...não deveria ser eu estar a por-lhe a par da situação, mas sim o médico, será melhor falar com ele. Deve estar a ir ter com o Rui em breve. Siga-me por favor.
Duarte -  Sim, sim, obrigado!
Duarte segue a enfermeira ainda a tentar digerir toda a situação. Chegando ao Quarto de Rui, vê-o com lacerações na cara, e com alguns hematomas.
Senta-se na poltrona bege ao lado da cama de Rui, esperando que este acorde.
Enfª -  Se necessitar de alguma coisa carregue naquele botão, que venho até cá.
Duarte acena a cabeça como em forma de agradecimento pela atenção e perde-se nos seus pensamentos. Duarte ia fazer questão que fosse ele a investigar o caso, custasse o que custasse.
Rui, nesse instante solta um gemido. Duarte levanta-se e vê que Rui, lentamente, começa a abrir os olhos.
Rui tenta-se levantar assustado e ainda desorientado, mas sente uma dor aguda fazendo-o deitar-se novamente.
Duarte - Calma, tens que ficar deitado. A enfermeira disse-me que ias ficar bem.
Nesse instante, entra o médico pelo quarto.
Dr - Boa Tarde! Ah, já acordou muito bem. Bom, o Sr. Rui foi operado de urgência devido a ferimento no fígado, contudo já se encontra fora de perigo. Em todo o caso, passará uma noite mais connosco para observação. Se pela tarde de amanhã estiver tudo bem, uma dieta e uns analgésicos por duas semanas e ficará como novo.
Rui - Guida! Onde está a Guida? Quero ver a Guida! Por favor diga-me que está bem!
Duarte, sabendo já do acontecimento, abana a cabeça a Rui. Este apercebendo-se do que o amigo queria dizer, e recordando-se da imagem de Guida morta. Pede a Duarte que encontre quem tinha feito aquilo. Duarte concorda com o pedido, como já antes tivera decidido.
No dia seguinte, Duarte volta ao hospital, desta vez de carro, para ir buscar Rui. Ao para na porta do hospital, já Rui estava à sua espera. Ajudando Rui a entrar para o carro, pergunta:
Duarte - Estás bem?
Rui - Estive a pensar e quero ajudar no caso!
Duarte - Rui, não podes, envolvimento pessoal! O meu directo nunca irá aceitar!
Rui - Duarte, ou faço-o contigo, ou faço-o sozinho! Agora decide como queres fazer, eu estou decidido a encontrar essa escumalha! E juro por Guida que irão-mas pagar!
Duarte, fica sem palavras, por breves segundos e diz:
- Ok! tudo bem, eu arranjo forma de te por no caso como consultor. Prefiro ter-te debaixo de olho do que estares sozinho a investigar. Ainda te metes em alguma!
Duarte, arranca com o carro. Rui fica sem dizer uma única palavra durante o caminho até a casa. Chegando ao destino, Duarte sai do carro e ajuda rui a subir as escadas. Entram em casa de Rui.
Duarte, prepara um Whisky para si, Black Label 12 Anos, o seu preferido. Vai até á varanda e faz um telefonema enquanto Rui estendendo-se no sofá, liga a televisão esperando que Duarte retornasse.
10 minutos passados Duarte entra para a sala.
Duarte - Já falei com o meu Director, no princípio estava relutante ao aceitar-te como consultor pois és uma vítima dos agressores, mas disse-lhe que me responsabilizava por ti e pelos teus actos, ele finalmente concordou. Foda-se, mas vê lá o que fazes, é a minha carreira em jogo.
Rui - Obrigado amigo, não te preocupes, apenas quero apanhar esses cabrões. Vou para quarto descansar, ainda me sinto fraco e com a cabeça ás voltas, preciso relaxar e orientar as ideias.
Duarte - Claro, compreendo! Se precisares de alguma coisa, o que quer que seja Rui, liga-me ok? Mas liga mesmo!
Rui esboçando um sorriso diz:
- Ok, ok, vái lá em paz, eu se precisar aviso. Obrigado por tudo.
Duarte, sai de casa do Rui, fechando a porta devagar, ficando na esperança que Rui ficasse bem, mas como conhecia bem o amigo, tinha uma breve impressão que muitas coisas ainda iriam acontecer.
Abanando a cabeça, afastando a linha de pensamento, segue para sua casa. Amanhã seria um longo dia e queria estar preparado por o que aí lhe esperava.

(CONTINUA BREVEMENTE)

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Em Nome de Guida



Rui, um jovem de 25 anos, nascido em Lisboa, filho de pais divorciados, igual a muitos outros, rebelde á sua maneira mas com um enorme sentido de justiça. Tudo o que presenciasse, quer as pessoas fossem conhecidas ou não, tirava sempre as suas elacções.
Rui tinha aprendido a ser assim, pois acabara de tirar a sua Licenciatura em Psicologia Criminal. Todavia, Rui era uma pessoa fechada, com poucas conexões sociais e apenas duas pessoas o conheciam realmente, o Seu amigo Duarte e a sua namorada já de longa data, Guida.
Após graduação e até mesmo antes, Rui traçava perfis de toda a gente e até mesmo adivinhava coisas sobre as pessoas, os seus pensares e segredos, com o simples poder de observação.
Numa certa noite, Rui e Guida passeavam de mãos dadas pela baixa, pelo seu percurso normal, de rotina. A noite estava calma, uma brisa soprava refrescando seus corpos quentes, enquanto ele olhava Guida com ar apaixonado. Rui sabia que Guida era a tal.
Uns metros adiante, Rui decidiu cortar caminho, e puxando Guida levemente, virou á sua esquerda entrando por um beco escuro e sombrio. Guida não se estava a sentir muito confortável a ir pelo beco, mas como confiava em Rui, deixou-se levar sem contestar, estando ansiosa que atravessassem o beco.
Guida reparava que o beco era frio, negro,sem luz artificial, onde os portões dos armazéns rangiam assustando-a um pouco. Nesse momento ela apertava-lhe as mãos.
Rui: - Tem calma, podias ter dito que não querias vir por aqui, apenas vim por aqui para encurtar um pouco o caminho.
Guida - Pois, sabes que gosto pouco de lugares escuros....Sem ser o quarto - Riu-se nervosa.
Rui sorriu e pousou-lhe o braço por cima, aconchegando-a um pouco mais, tentando fazê-la sentir mais segura.
Neste mesmo instante, ouvem um barulho ensurdecedor de um portão a abrir uns metros mais á frente. Guida parou por breves instantes, sem largar a mão de Rui, mas voltou logo a andar.
Derrepente, na escuridão, Rui avista três vultos. Fica reticente, mas como sabe que em situações desconhecidas o melhor é não mostrar medo, fez com que continuassem a caminhar.
Guida ouve passos vindo de trás. Olha por cima do ombro e vislumbra mais dois vultos a aproximarem-se depressa.
Nesse instante, Rui apercebendo-se da situação que se iriam deparar, tira a sua carteira do bolso do casaco, tira o relógio de ouro que era do seu avô e o seu télémóvel e pede a Guida para fazer o mesmo.
Ela fá-lo apressada. Nervosa e assustada deixa cair as chaves do carro, apanhando-as logo de seguida.
Ao erguer a cabeça, vê-se rodeada pelos cincos homens e apercebe-se que estão encapuçados. Um deles tem uma arma automática na mão e os restantes facas e navalhas.
Rui adianta-se e exclama: - Levem tudo o que temos mas não nos magoem, não sabemos quem são e não iremos apresentar queixa á polícia.
Guida não solta uma palavra, sempre de mão dada com Rui, um pouco mais atrás dele.
Ouve-se um riso um pouco mais ao longe, vindo de trás, um sexto homem, igualmente encapuçado e armado, separa Guida de Rui bruscamente esta grita na esperança de alguém a ouvir.
Rui, apercebendo-se que a situação não estava a correr bem, decide tomar uma atitude mais ofensiva.
- Se lhe fazem mal, juro que os encontrarei e me vingarei um a um!
Os homens olham com um ar de desprezo para Rui e enquanto o sexto homem desaparece com Guida na escuridão, os outros cinco atacam violentamente Rui com socos, pontapés e um deles esfaqueia-o no abdómen. Rui acabara de perder os sentidos.
Ao recuperar os seus sentidos por breves instantes, repara que uns metros mais á frente está Guida no chão.
Recorre ás suas forças todas que ainda tem no corpo e arrasta-se o mais rápidamente que pode para o pé de Guida.
Ao virá-la para si, Rui repara que a noite que era para ser a dois, foi um desastre, Guida jazia morta no chão, degolada e abusada sexualmente.
Rui, com a perca de sangue devido ao esfaqueamento, perde novamente os sentidos, acordando horas mais tarde no hospital.


(CONTINUA BREVEMENTE)

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Tempos....



São nos dias tristes que o mundo torna-se cinzento,
E nem o mais atento,
Consegue ver réstia de cor,
Pois são nos dias cinzentos em que sentimos mais dor.

São nas noites escuras,
Que não conseguimos destinguir,
Passeios de Ruas,
Nem o caminho a seguir.

São nos dias frios,
Que congelam águas e  rios,
E o bater do coração,
Que para manter o corpo quente sofre acelaração.

São nos dias chuvosos,
Que os pensamentos se soltam,
As lembranças voltam,
Pondo-nos ansiosos.

São nos dias de vento,
Que nos falta o alento,
De nos erguer e caminhar,
Para um melhor lugar.

São nos dias de Sol,
Que nos dá a enregia,
De em nosso prol,
Recomeçar com alegria.

São Tempos mistos,
Tal qual pedras de Xisto,
Que nos marcam, que nos corroiem
Que nos afagam, que nos constroiem.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O meu "Universo" és tu! Sempre!



Terça-feira, 22 de Março de 2011


Sento-me á janela de cigarro na mão.
Preso ao manicómio do meu cérebro,
Os pensamentos voam sem direcção.

Sinto a brisa na minha face.
As memórias chegam,
Mas muitas sem classe.

Segundos perdidos,
Minutos passados,
Horas contadas,
Dias sem volta.

Acendo outro cigarro,
Á espera que o vento me leve....

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    O meu "Universo" és tu! Sempre!