Ando sem caneta para escrever,
Falta-me o papel e o ser.
Não tenho tinta,
E por vezes, nem vida que se sinta.
Faltam-me palavras e letras,
Idéias e rimas.
Faltam-me acordes,
E nem sinto dor quando me mordes.
Não tenho borracha que apague,
Nem mão que apazigue,
Este assalto mental,
Que de nada tem de banal.
Sou pecado e pecador,
Sou santo com amor!
Não sou poeta,
Sou seta sem alvo!
Até o vejo, até o vislumbro,
Só não sei se é meu!
Confundo o simples, e o complexo,
Deixo-o sem nexo!
Faço linhas rectas curvas,
E banho-me em águas turvas!
Não tenho borracha que apague,
Nem mão que apazigue,
Este assalto mental,
Que de nada tem de banal.
Sou pecado e pecador,
Sou santo com amor,
Sou alma sem saber,
O que não consigo compreender!
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O meu "Universo" és tu!
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