domingo, 14 de fevereiro de 2010

Palavras sem Palavras


Ando sem caneta para escrever,

Falta-me o papel e o ser.

Não tenho tinta,

E por vezes, nem vida que se sinta.



Faltam-me palavras e letras,

Idéias e rimas.

Faltam-me acordes,

E nem sinto dor quando me mordes.



Não tenho borracha que apague,

Nem mão que apazigue,

Este assalto mental,

Que de nada tem de banal.

Sou pecado e pecador,

Sou santo com amor!


Não sou poeta,

Sou seta sem alvo!

Até o vejo, até o vislumbro,

Só não sei se é meu!



Confundo o simples, e o complexo,

Deixo-o sem nexo!

Faço linhas rectas curvas,

E banho-me em águas turvas!



Não tenho borracha que apague,

Nem mão que apazigue,

Este assalto mental,

Que de nada tem de banal.



Sou pecado e pecador,

Sou santo com amor,

Sou alma sem saber,

O que não consigo compreender!
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O meu "Universo" és tu!

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