terça-feira, 12 de maio de 2009

E depois?

Todos nós nos preocupamos tanto com o depois, tanto em modo de advérbio de tempo (mais tarde; em outra oportunidade - "Nós falaremos sobre isso depois"- ) , como em locução prepositiva (após, intervalo de tempo que inicia assim que um dado facto ocorre - " Ligo-te depois da reunião" - ; além, atrás, espaço que inicia assim que passa algo - "Vire depois do sinal"), mas não só. O "Depois" está presente nas nossas vidas de forma constante e para muitos o "depois" é de extrema importância.
Há gente que gosta de ter tudo planeado!

Uma conversa entre dois amigos...
Joaquim - " Sim Ana! Tudo bem? Olha logo o pessoal, por volta das 21h, vão ao cinema, queres vir?
Ana - Olá Joaquim. Sim está tudo bem e contigo? Sim poder ser, mas o que vamos fazer depois?
J - Tudo tranquilo por estes lados! Epa, não sei o que vamos fazer depois, não falamos disso, depois havemos de ver.
A - Ok, não gosto muito de sair sem fazer planos mas tudo bem, vou ter a tua casa ás 20:30 ok?
J - ok. Até mais logo. Beijinho
A - Té logo. Beijinho.

Ora... A Ana é daquele tipo de pessoas, tal como podem reparar que gosta de ter tudo planeado. O depois tem ser delineado ou ela já não se sentirá tão confortável.
Admito que por vezes é bom fazer planos, é bom ter uma estratégia a seguir, tanto faz numa situação banal como da própria vida pessoal, mas por vezes, por muitas vezes, o plano falha e como normalmente os que planeiam sómente têm aquele e aquele plano só, se algo corre mal, ou melhor, se não corre como planeado.... desculpem a expressão...ficam na merda! E depois?
Todos nós fazemos planos é certo, mas há que saber quando fazer os planos e quando os meter em prática, ou seja, é bom fazer planos para o que realmente é importante, pois a vida é um jogo e há que sabê-lo jogar como deve de ser. Mas uma vez que este plano esteja concretizado.... e depois? Irá esboçar um novo plano? Irá seguir a vida sem planos? Mas isto não implica ir contra as suas próprias regras que é ter sempre um plano? e depois?
Se lhe dissessem que só tinha 2 meses de vida e durante esses dois meses fazia tudo o que sempre quis fazer, mas vivia um mês mais...e depois? o que ia fazer se já tinha feito tudo? e se vivesse ainda mais tempo....e depois?
Era descoberto, de algum modo, que o deus cristã não existe... e depois? Iam todos os fiéis gerar revolta contra o vaticano? Iam todos ficar com a alma perdida por não haver "ninguém" para os guiar? Iam chegar á concluão que todas as guerras religiosas tinham sido em vão? E depois?
Ficava comprovado que não eramos os únicos no universo (algo que acredito que não sejamos) e depois? Iamos aniquilar tudo o resto (se conseguissemos) para sermos os Srs do universo? Ou iamos entrar em subjugação devido a raças superiores? e depois?

O que quero dizer com isto tudo é que não deviamos preocupar-nos tanto com o depois, pois o "agora" já passou e o "neste momento" é muito curto, e o "depois" bom...este até podem nem chegar a vê-lo! É bom planear, mas não em demasia, pois com cada detalhe adicionado ao plano, o tiro na culátra causa muitos mais danos e a sua reparação é complicada se não mesmo impossível.
E depois?
Uma resposta ao modo da minha avó! E depois? Morreram as vacas e ficaram os bois!

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O meu "Universo" és tu!

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