terça-feira, 28 de abril de 2009

Liberdade de Escrever

Sem introduções, baratas ou caras, e como já vos tenho acostumado (julgo eu) começo logo com definições. Ora aqui vem mais uma de maneira simples, pois cada um é livre de ser livre e é livre de definir a liberdade. Sendo generalista, Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Fazendo aqui uma pausa e supondo que o texto acabaria aqui, muito provavelmente perguntavam: " Mas então não falas da liberdade de escrever?" ou algo assim do género, no qual eu respondiria " Se sou livre para escrever, escrevo o que quero sem dar justificações a ninguém, além do mais que o blog é meu, ora essa".
Mas isto foi apenas um pequeno aparte...vá pensem que isto é um filme cheio de analépses e prólepses, mas sem realmente estas existirem...Percebem? Não? Opa...temos pena então. Um dia pode ser que lá cheguem...onde? Algures!Aqui!Ali! Onde quiserem!
Lembro-me de ter começado a escrever, ou melhor, começado a rabiscar nas paredes do quarto. Sim, os meus pais não ficaram lá muito contentes, pois lá tiveram que limpar a parede toda. Vá lá que até foi com grafite, pois com caneta ou outra coisa qualquer poderia ter sido bem pior e tê-los-ia obrigado a pintar a parede do meu quarto.
Um dia fiz uma descoberta muito intressante, ok uma re-descoberta, pois já os egípcios o usavam há muito muito tempo, o belo do papel... e que belo é o papel...branquinho, limpinho (por norma), e o mais intressante é que serve para escrever. Digo-vos que fiquei super contente, parecia uma criança aos pulos de um lado para o outro quando a minha mãe me fez re-descobrir o papel (se calhar até porque era mesmo uma criança).
A partir desta altura, começei a fazer no papel, aqueles lindos desenhos que tanto adorava, um sol a rir, uma montanhas castanhas, uma casa com o telhado deformado, um lago super pequeno e um super pato, sim tinha a mania de os fazer enormes, devia ter alguma adoração por patos, vá até que gosto bastante do pato Donald. É um desenho com piada.
Uns tempos mais tardes, aprendi a escrever o meu nome graças á minha avó, e escrevia-o por todo o lado, e quando digo por todo o lado, era por todo o lado mesmo, no papel obviamente, debaixo da mesa na cozinha (e hoje em dia em casa dela ainda lá está a minha assinatura toda XPTO), até no gato exprimentei a escrever. Queria era escrever em todo o lado, era algo que me fascinava, a escrita.
Uns tempinhos mais tarde, já eu estava na escolinha a aprender novas letras, e com o passar do tempo, novas palavras, novos tipos de pensamento, novos ensinamentos, começei a gostar ainda mais de escrever. Escrevia e escrevia e escrevia, sobre as minhas frustações, sobre as minhas alegrias, sobre as minhas paixões escolares, sobre as minhas angústias, sobre o que queria e o que não queria, e escrevia tudo num livro que se chamava Sebenta. Para quem apanhou sabe bem o que isto é! Parecia uma espécie de diário, mas decerto que haverá quem diga que " Diários são para meninas" não o chamava de diário mas sim de.... Drums please.....Minha Sebenta!
Uns anitos mais tarde, mudei a minha maneira de escrever, e começei a escrever em rimas, e olhem que nem sempre é fácil de rimar, pois pela cabecinha muitas vezes temos que pensar! (rima)
Quando escrevia em forma de rimas, escrevia muita coisa pessoal, mas maioritáriamente do que se passava pelo mundo. Olhava pelo meu olho de "repórter" sentado á janela e escrevia. Era capaz de escrever por horas, e muitas vezes passava noites em claro a escrever. E hoje em dia, tenho uma capa de argolas na qual contém muitas escritas desse meu tempo. Era um adolescente revoltado para com o mundo.
Uns anitos mais tarde, e para ser sincero até muito recentemente, salvo erro no início do ano passado, mudei uma vez mais a minha tipologia de escrita para esta que aqui está, mais em forma de crónica, se bem que eu não me considero nehum cronista nem algo que se pareça. Simplesmente sou uma pessoa normal que gosta de escrever!
Escrevi, escrevi, escrevi, e não vos disse ainda o que é a liberdade de escrever. Bom, voltando ás analépses e ás prólepses.
" Mas então não falas da liberdade de escrever?" ou algo assim do género, no qual eu respondiria " Se sou livre para escrever, escrevo o que quero sem dar justificações a ninguém, além do mais que o blog é meu, ora essa".
Esta meus amigos, é a liberdade de escrever, escrevendo o que se quer, quando se quer e quando acharem que é necessário.
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O meu "Universo" és tu!

3 comentários:

  1. Neste mundo somos livres, as por vezes nós próprios criamos a nossa própria clausura.

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  2. Olá Filipe,
    Passa no meu blog, pois tenho uma surpresa para ti...
    Abraços

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