quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Persistência e o Talento


Determinadas frases ficam na memória! Ficam gravadas, são frases que nos marcam, “ A persistência trás talento”, foi uma dessa frases. Normalmente, a persistência não anda lado a lado com o talento, repito, normalmente (pois á certos anormais que têm nozes mas não têm dentes). Ou seja a maioria das pessoas talentosas não são persistentes assim como as persistentes não são talentosas. Normalmente as pessoas muito persistentes embora pouco talentosas chegam mais longe do que aquelas muito talentosas mas nada persistentes (é um facto, e lamento aos talentosos de vos chamar á realidade, não queria de modo algum ferir sentimentos).


O talentoso é muita vez arrogante a ponto de pensar que não precisa de se esforçar, sendo naturalmente ultrapassado pelo persistente ( e temos muitos exemplos disso, basta ver um ou outro Tv Show, como por exemplo, os "ídolos","How do you think you can dance" entre outros, nos quais os juízes por vezes utilizam a expressão " Tens talento é certo, mas se não trabalhares o talento só te irá levar a um certo patamar) .


A persistência dá trabalho e muito, é necessário auto motivação, muita força interior, muito querer, mas trás talento. O ideal, e raro, é aliar o talento á persistência. Como exemplo dou o de Cristiano Ronaldo. O rapaz é talentoso, ninguém duvida, mas também ninguém duvida que é persistente, trabalhador, e lutador, pelo menos eu acho, pois ninguém é o número 1 só com os pézinhos e umas chuteiras da Nike . Quantos talentosos temos que ficam pelo caminho ? por falta de persistência ? Quanto desperdício ? E o mais incomodo ou mais triste é observar os que não são talentosos (nem um pouco), mas que tem persistência para dar e vender. Lutam, batalham, não viram a cara á luta, mas infelizmente não conseguem acompanhar com o mínimo de talento.


Se fosse Deus, a essas pessoas daria o talento que merecem e aos virtuosos, que não aproveitam, retirava todo o seu talento. “ O maior burro é o que não aproveita as suas capacidades”, sem duvida, devemos isso, a nós próprios e a quem nos rodeia. Não temos nem podemos ter a arrogância de desperdiçar os nossos pontos fortes, devemos sim os explorar e fomentar!


Há inúmeros casos que de zero passaram a cem, por isso não desitam de algo que gostam realmente de fazer, mesmo que tenham um pouco de talento a menos do que o parceiro do lado, sejam persistentes e trabalhem até o cansaço vos drenar todas as energias do corpo! Mais cedo ou mais tarde a persistência irá prevalecer, e no fim do dia, o vosso talento (ou a falta dele) será bem recompensado!


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O meu "Universo" és tu!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E já lá vai um tempo...


Pois é meus amigos, é bem verdade, já lá vai um tempo que não escrevo. Se calhar por ser época de legislativas, na qual a minha veia de "escritor" se amansa, pois falar de algo que não merece ser falado, não é de todo o meu estilo, e é por essas e por outras que desde os meus 18 anos, faço parte da maioria, o voto em branco! Mas chega de política, pois nem merecem essas quatro linhas. Pronto, agora por causa da palavra "linhas" são cinco!


Um mês e meio se me pronunciar da melhor maneira que sei, a escrita, e muita coisa aconteceu, ou então como se diz no palavreado popular, "panos para mangas".


Estive no Norte do país nos meados de Agosto, nomeadamente em Lamego. Digo desde de já que gostei bastante, senti-me básicamente em casa! Talvez pelo verde, o que na minha terra é natural ver para onde quer que se olhe, talvez pelas pessoas, todas elas simpáticas e com um sorriso pela manhã, mas mais importante, estava com quem amo, e como lhe digo, "não me importa onde desde que estejas comigo".

Conheci um miúdo espectacular, e embora seja pai, fez-me sentir ainda mais pai. Não consigo transcrever por palavras o que me fez sentir. O melhor que consigo dizer (sem se assemelhar com o que realmente me fez sentir) é: Parecia que sempre o conheci!


Foram apenas cinco breves dias, mas por vezes o pouco marca e sabe bem melhor que o muito, se bem que neste caso, quanto mais tempo lá estivesse, melhor!


Entretanto celebrei o meu aniversário no dia 8 deste mês, pois...25 anos....ou um quarto de século, e embora pareça mentira, senti diferença pouco depois de os fazer a nivel intelectual e a nivel de maturidade...não sei porquê, talvez nem tenha que ser explicado, é daquelas coisas que tem de ser, e o que tem de ser....tem de ser...e o que tem de ser...muita força tem!

Não celebrei o meu aniversário de forma efusiva, simplesmente passaram uns amigos lá por casa depois do meu jantar a dois com o meu "mais que tudo", para bebermos um digestivo...ok pronto, confeso... foram bem mais que dois, afinal não é todos os dias que podemos celebras um quarto de século...agora para o próximo...tenho que esperar mais 25 anos!


Desde este dia, até ao de hoje, bom, nada de importante a relatar, apenas vivendo um dia de cada vez, dando por vezes pontapés em pedras, e por vezes em nuvens.

Trabalhando 5 dias por semana e pronto, como disse, nada de relevante a relatar.


É bom ter meses calmos por vezes, é neste tipo de meses que reflectimos sobre a vida, medimos, pesamos e pagamos o nosso "preço" ou então fica em crédito, para os meses mais apertados :)


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

1000


Finalmente este meu canto de "Universo" chegou ás 1000 visualizações! Sejam elas propositadas ou por simples acaso, agradeço a todos os que por cá passaram (embora maioritáriamente em anónimo) 1000 vezes :)


Sei que poderia e até deveria de escrever mais, pois todos os dias me deparo com situações, algumas intressantes outras nem tanto, umas que nos fazem pensar, outras que nos fazem desejar, mas ás vezes é complicado escrever sobre assuntos pessoais, pois como a escrita faz parte de mim, é como deixar um bocado meu navegando no vasto universo.


Espero que mais mil por cá passem, mas que desta vez opinem com mais frequência, pois a opinião de terceiros intressa-me bastente, pois é com opiniões diversas que posso tornar a minha mais completa e fundamentada.


Uma vez mais obrigado, principalmente aos meus seguidores!


Até uma próxima escrita (que prometo que será em breve)


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sábado, 1 de agosto de 2009

Carros como Cisnes...


O automóvel, ou carro, numa linguagem mais popular, sempre competiu com a casa, isto é, com a habitação, tendo esta sido concebida atribuindo ao próprio carro um espaço exclusivo.
Essa competição nota-se particularmente nos consumos dos indivíduos e famílias e nas decisões associadas a estes.
Para os mais cépticos e críticos em relação a quem interpreta a sociedade com a Sociologia, convém atender ao facto de os sociólogos recordarem, várias vezes que um dos principais sinais de melhoria das condições de vida dos portugueses é a renovação da frota automóvel,(afinal quem não se quer mostrar?? ) e, mais do que isso, a crescente necessidade de os cidadãos adquirirem um automóvel antes de qualquer outro bem.
Apesar das vias de mudança actuais, em que o automóvel sinaliza, mais do que nehum outro objecto, a indepêndencia e a liberdade das mulheres face á tradição, à família e ao homem, este compete decididamente nas relações de género.

O automóvel, estendendo o poder do homem, posiciona-se acima da mulher (de uma forma generalista): mais fiel (nunca nos traiem com qualquer outro), manobrável (faz curvas como ninguém), estável (o seu estado de humor nunca muda), e sobreduto mais cooperante com os seus desejos e objectivos (fazem tudo o que lhe pedirmos sem contestação). Os automóveis concebem-se segundo os esquemas de percepção, expectativas e referenciais de vida que se conhecem da parte dos vários segmentos da população: é um dos protagonistas no jogo social das identidades (sociais e individuais).

Por paradoxal que pareça, ao ser um dos produtos sobre o qual assenta a economia moderna, acaba por, em simultâneo, actuar tanto na produção e instituição de novos valores acerca dos estilos e modos de vida dos indivíduos como na sua mera reprodução. Grande parte das vezes, este encaixe faz-se no sentido mais literal do termo: aos homens vende-se potência, atracção e virilidade; às mulheres propõe-se autonomia, facilidade de estacionamento e simplicidade; às famílias fala-se de espaço e de capacidade de organização; aos gestores sugere-se poder de imagem e muito mais.

Assume-se, actualmente, que não existimos enquanto pessoas se não existirmos com os objectos e a tecnologia. No sentido figurado, os carros são Cisnes e nós apelidá-mo-nos de cyborgs!

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sinais de Crescimento...


Felizmente, ou infelizmente (para quem pensa o contrário), não nascemos crescidos, também se o fossemos coitadas das nossas maes, saíria um rolo de pêlo primeiro e só depois nós. Não é algo muito agradável de imaginar quanto mais de se ver!

Temos que passar pela fase do recém-nascido, onde vem os choros, as primeiras vacinas, as primeiras mudas de fralda, o primeiro ingerir de alimento etc.

De seguida dá-se a fase Infantil, começamos a articular melhor as palavras, a sabermos mais coisas e a questionarmos de mais coisas ainda, vem o primeiro jogar de fultebol ou a primeira barbie (só para não me chamarem de machista por falar só em masculino, mas sou homem, falo das minhas experiências como tal, o sexo não é para aqui chamado), a primeira briga, o primeiro castigo, o primeiro erro inocente, etc.

Depois vem a puberdade onde somos jovens irreverentes e revoltados com o mundo e para o mundo, onde ninguém nos percebe, ou quaise ninguém, sem ser o melhor amigo e a namorada ( e mesmo assim, por vezes, nem a namorada!), onde se bebe a primeira gota de alcóol, fuma-se o primeiro cigarro, quando se sente pela primeira vez as hormonas aos saltos, o primeiro beijo, quando se tem a primeira experiência sexual, a primeira namorada fixa (mais de ano e meio), etc.

Finalmente vem a parte Adulta, os famosos 18 anos (mal sabemos nós em que nos metemos quando fazemos 18,já não se pode ser irresponsável, já não são criancinhas nehumas!), a primeira aula de condução, o primeiro acidente, mais tarde, o primeiro emprego, a primeira casa, o primeiro filho, o primeiro sinal de reumatismo, o primeiro sinal de envelhecimento, ou crescimento.


O doutor Dialtone enumerou uns quantes sinais de crescimento que achei hilariantes mas que no meu ver não podia haver melhor esclarecimento sobre este assunto. Passo a trancrevê-los.


Sinais de Crescimento:


- Desaparecer durante alguns dias e as outras pessoas a comentarem se já não teremos morrido!


- Poderes viver sem sexo, mas jamais sem óculos!~


- Deixar de tentar conter a barriga, não se importando se já não entra mais no quarto!


- Comprar uma bússola para se orientar enquanto conduz o carro!


- O melhor amigo falar da meia idade das pessoas e insistir em incluir-lhe!


- Os seus braços serem quaise muito curtos para lerem o jornal!


- Preferir ir trabalhar do que ficar em casa doente!


- Falar constantemente sobre o preço da gasolina!


- Considerar o cafézinho uma das coisas mais importantes da vida!


- Já não pensar em velocidades máximas como um desafio!


- Os vizinhos pedirem emprestado as suas ferramenta e achar que é mau emprestá-las!


- As pessoas acordarem-te ás 9:00 e perguntarem: " Eu acordei-te?"


- Responder a uma pergunta com: "Eu disse isso?"


- O fim da sua gravata não chegar mais ao topo das suas calças!


- Levar um detector de metais para a praia!


- Não se lembrar a que horas se deitou para assistir televisão no chão!


- As orelhas serem mais cabeludas do que a cabeça!


- Entrar numa discusão sobre planos de pensa e aposentações!


- Fazer uma festa e os vizinhos nem se aperceberem!


Bom... eu pessoalmente já sinto um sintoma ou outro...o preço da gasolina, a parte do acordar e.....e por aí fica....pelos vistos afinal não sou assim tão crescido, o que significa que ainda tenho muito que viver e irei fazer de tudo para que esses sinais não se manifestem de todo! E vocês, já sentem alguns? Se já é melhor começarem a trabalhar para o retardamento desse crescimento, afinal de contas qual de nós não quer ficar jovem para sempre? Nem que seja de espírito pois de corpo....ninguém se safa da pele envelhecida e das mãos enrrugadas :)


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A vida não passa de uma morte lenta.(Frase original de Silva Marques)


Aqui está um título que nem me passava pela idéia, foi de facto uma luz que se acendeu e iluminou o meu "pensar" quando vi esta frase.

De facto a unica certeza que podemos ter nesta vida é da própria morte e acho que nem a devemos recear, pois ao primeiro milésimo de vida, ao primeiro inalar de oxigènio, a morte está-nos destinada!

Acontece que uma ampulheta chamada "Leis Naturais" e a "pari passo" aglomera átomos a partir de uma simples idéia, quase infinitesimal que redunda numa estrutura complexa ao dispor de uma mente.

Esse milagre chamado vida é de facto "Um Milagre" e de tanto vê-lo esquecemo-nos disso por completo e atrevemo-nos a querer que algo aconteça de forma diversa a essa Lei.

Pedimos que o próprio "Deus" apareça!

Acabamos por exigir que um milagre nos conduza a um patamar de entendimento e percepção tão alto que nos daria todas as respostas para todas as coisas!


Podemos encarar a vida como uma morte pré-estabelecida, mas ainda assim, ela (a vida) nos daria a possibilidade da experiência, logo afirmo que suícidio é privar-se das experiências que a vida nos forneça ou nos possibilita. Depende de cada um agarrá-las ou não.


Será que só merecemos as coisas boas?

Ou será que como a sola do pé, nos tornaremos mais resistentes e capazes de andar mais quilómetros com o exercício da dificuldade?

As pedras dos caminhos servem para engrossar-mos a sola dos nossos pés emocionais e filosóficos, pois só assim chegaremos mais longe.


Abandonar essa possibilidade que inclui frustração, desencontro, sofrimento, desgraça, desilusão, mas que também se equilibra com a alegria, realização, fortaleza, dignidade, satisfação e que se completa com o estoícismo que deveriamos ter durante toda a existência, seria deitar no lixo a grande oportunidade de crescer!


Portanto, não estamos falecendo lentamente (isso talvez apenas no campo biológico), estamos crescendo inexorávelmente!

A aparência da carne que envelhece e apodrece não é a única realidade aparente!

Olhe para dentro de si e assim não verá apenas, sangue, ossos, entranhas (vísceras) numa dança macabra!

Ás vezes basta mudar ligeiramente a nossa forma de pensar sem que isso resulte em mudanças drásticas do "Eu". Eu exemplifico, em vez de pensar que o copo de água está meio vazio, pense que o copo está meio cheio! Há pequenas coisas que marcam grandes diferenças, e como costumo dizer....Positivo gera Positivo.



* O título usado neste post foi com o consentimento da autora, por favor não o utilize. Obrigado

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terça-feira, 14 de julho de 2009

Entender .....Nem sempre é fácil!


"o forte apelo poético associado a uma percepção espiritual do mundo causam certo mal estar no "ocidental contemporâneo", e vamos deixar assim, entre aspas, porque é lamentável que termos nascido em determinada época e em determinada parte do mundo nos condene a caber num clichê."

Estracto de um texto do blog que comenta sobre o filme FOLEGO do sul coreano Kim Ki Duk. http://maiaragouveia.blogspot.com/2008/05/flego-de-kim-ki-duk-aleksandr-sokrov-o.html


Quando o escritor Yukio Mishima se suicidou com o ritual do seppuku o ocidente deve ter achado que o Mishima estava com depressao ou mal da cabeça, mas ele havia dito antes que os ocidentais nunca poderiam entender o que significava o seppuku.(Seppuku ou Harakiri - consiste na obrigação ou dever do samurai de suicidar-se em determinadas situações, ou quando julga ter perdido a sua honra. Significa literalmente "corte estomacal". Esse suicídio ritual também é mais chamado de seppuku, uma forma mais elegante de se dizer a mesma coisa.)


HARAKIRI - seppuku era um feito de bravura que era admirado em um samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar os seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa e desagradável de morrer, e algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse agonia, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu seppuku quanto para o assistente.


Até aqui, foi uma breve introdução, para se poder perceber do que estou a falar. Quando digo entender....Nem sempre é fácil, refiro-me, primordialmente a pessoas.... ás pessoas...

A partir de aqui será uma conversa entre dois amigos, para não estar a falar em nomes, um será conhecido por B, outro por M.

Penso que é uma reflexão muito bem reflectida ( por assim dizer), mas já ficarão a saber se lerem até ao fim... vão ver que vale a pena, e quem sabe...poderão introduzir no vosso pensar, pequenas coisas que aqui serão ditas que vos tornarão mais completos... e se quiserem no fim, dar uma opinião vossa, agradeço :) Vamos lá então...


B - Entender outras pessoas não é fácil realmente....

A ciência ao longo de seu desenvolvimento já forjou várias ferramentas para tentar chegar a uma compreenção do ser humano em sua totalidade! Pode-se dizer que o sucesso da ciência em chegar a compreender o homem é ainda Falho (significa frustrado, logrado,improdutivo, ineficaz).

O Homem sempre surpreende, pois o homem com ser é ÚNICO, e para cada um dos BILHÕES de seres que existem neste mundo há uma interpretação diferente da reailidade que nos cerca, e portanto das situações que ele presencia...


O sistema Moral e ético da sociedade ocidental Contemporânea, tem suas bases na cultura cristã, pregada deliberadamente por séculos pela igreja católica... Vale lembrar que a igreja cristã pregava a igualdade, a fraternidade e a caridade, e estes valores de uma forma ou de outra acabaram por serem assimilados por nós através da cultura, e do sistema ético-moral...O sistema moral, que nos diz aquilo que podemos ou nao fazer,[oque é certo, porque é bom, e oque é errado porque é mal] diz-nos que suicídio é uma atitude condenável, pois, a pedagocia cristã ensina que quem se mata vai para o inferno sofrer horrores pela eternidade afora!!O suicídio então, dentro da cultura ocidental contemporânea é um pecado contra si mesmo e contra os valores morais que regem a sociedade!


Já no caso do oriente que, [Felizmente] nao teve contacto nenhum com as perversões de idéias protagonizadas pelos discípulos de cristo, desenvolveram um sistema ético-moral bem distinto do nosso, bem como um sistema religioso igualmente diferente... [basta comparar o Budismo com o Cristianismo], desta maneira na cultura oriental, ao perder sua Honra, o samurai deve remir-se com o suicídio pois uma vez desonrado sua "causa motriz" se perde...!


Eis a diferença que quero apontar...e agora em suma: Na cultura Ocidental [nossa cultura] o sistema moral condena o suicídio... Na cultura Oriental, o suicídio tem a tarefa de remir a honra do samurai desonrrado!


A antropologia ensina-nos a respeitar o relativismo cultural que existe,pois tal é a maneira de compreender o homem como ser cultural sem se perder em Preconceito e Discriminação!!!


M - Como começar? Unh... Nunca a questão do olhar, ao meu ver, esteve tão no centro do debate da cultura e das sociedades. Um mundo onde tudo é produzido para ser visto, onde tudo se mostra ao olhar, coloca necessariamente o ver como um problema. Aqui não existem véus, nem mistérios mais. Vivemos no universo da sobreexposição e da obscenidade desenfreada, saturado de clichês, onde a banalização e a descartabilidade das coisas e imagens foi levada ao extremo...


*Pensando seriamente* O indivíduo moderno é, em primeiro lugar, um passageiro metropolitano, em permanente movimento, cada vez mais longe, cada vez mais rápido...


*Modo eterno sonhador ON* Será que ninguém percebe que a velocidade provoca o achatamento da paisagem?

*Modo eterno sonhador OFF* Quanto mais rápido o movimento, menos profundidade as coisas têm, como se estivessem contra uma tela.

*Questionando-se* A cidade contemporânea corresponderia a este novo olhar? Os seus edifícios e habitantes passariam pelo mesmo processo d superficialização? *Amedrontado* A paisagem urbana confundindo-se com billboards.

*Modo king of drama ON* E, o mundo se converte em cenário, os indivíduos em personagens. *Modo king of drama OFF*


B - Dinâmica do devir (é um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém) é magnifica!


O passageiro que viaja apressado, cada vez mais rapido nao esta só...

Se estivesse só nao seria humano, seria animal. Assim dentre os passageiros temos o Homem, a Mulher, o Padeiro, o Arquiteto, o Cantor, o Pastor, o Professor o Ateu... enfim, substantivos que nos dão identidade e nos dotam de um conceito, para que os "seres" que fazem compartilhem o mesmo "Meio Físico" possam organizar o que é "A" e o que é "B". Distinguindo ou Igualando caracteristicas diversas, O Homem: Animal que mede. O Homem: Animal que mediu e Generalizou...*Risos*


O Mundo moderno foi forjado nos escombros das antigas relações patriarcais, um mundo de facto mais simples pariu este mundo moderno, com suas máquinas, fábricas, Horas de trabalho... dinheiro... lá se vai a profundidade da coisa...porque o que se procura neste mundo moderno, apesar de todo o avanço ciêntifico, é um ser que saiba APERTAR O PARAFUSO, na linha de montagem onde trabalha e se partimos de um pressuposto de que o homem, é um ser cultural LOGO: Nossa vida indiscutivelmente é aquilo do que nos ocupamos durante nossa existencia...

*Exemplo Engraçado*TRABALHE APENAS... SE TRABALHARES, TERÁS OQ UE COMER ATÉ O DIA DE SUA MORTE...! SE FORES UM BOM GAROTO... IRÁS PARA O CÉU!


Bom...o Apertador de Parafusos, la da linha de montagem, pertence aos anos que sucederam a REVOLUÇAO INDUSTRIAL... e de la para cá, pode-se dizer que evoluimos e conquistamos direitos... o sistema Jurídico evoluiu no sentido de "Proteger o ser humano" legando-lhe DIREITOS, para equipara-lo ao SENHOR capitalista que detem o PRIVILÉGIO...porém, se evoluimos nesta perspectiva, nosso sistema ideológico mudou muito pouco... A maior parte da sociedade, mantém padrões ideológicos PÉTREOS, ensinados por um sistema moral MILENAR... e o facto é que FRENTE AS PERIPÉCIAS DA VIDA: AINDA NAO PERGUNTAMOS : "PORQUÊ??" Porque trabalhamos? Porque vivemos assim? Aprendemos ao contrário... viver uma vida acelerada, para que assim nao tenhamos tempo de sentir as coisas profundamente!


Discordar, ainda é uma tarefa para poucos...é mais fácil ser "FAST-FOOD" , nao é??


M - Ah! *Contente* Não direi que concordo com tudo o que disseste, mas de maneira geral, gostei bastante. E, mais que isso, respeito tua maneira "d'olhar" e "ver" o universo em que estamos inseridos.

Unh... Embora a linha seja bastante tênue, não diria moderno, mas contemporâneo... Encontramo-nos num momento em que barreiras se diluem, e prefixos como multi-, pluri-, inter- entre alguns outros maquilam as palavras com sentidos aparentemente profundos.

Talvez, o segredo esteja em valorizarmos aqueles que não vêem dificuldades maiores em concretizar algo: As crianças. E, na tentativa de relacionar o assunto do deste trabalho com a análise do B, gostaria de questionar algo.

Esta aparente ausência de limites não dificulta conhecer o outro?


B - Eu diria a priori que dificulta sim...Mais penso que, em si tratando do outro, e da Busca pelo conhecimento,quando colocamos o homem como objecto de nossa análise: seja ela Antropológica, filosófica, metafísica... etç, encontramos sobretudo um ser que retém em seu âmago uma essência primeira que o liga aos demais no meio social em que ele vive - não sei ao certo se tão essencia é a cultura, ou mesmo Instinto - Sei, no entanto, que essa essência faz com que o ser tenha uma faceta GENERALIZÁVEL...partindo dai...Podemos pressupor a busca pela Verdade humana...Pois todo o esforço humano, parte do ponto de vista da utílidade ou nao deste acto...ninguem projecta uma acção na qual nao veja um fim...mesmo o mais absurdo delirio alimentado pelo maior lapso de Loucura contém uma causa primeira, e um fim ultimo...


Porque a Ausencia de limites entao? Porque estamos mergulhados na superficialidade? Lanço-me ao mar das análises ilimitadas...e é de facto dificil apontar qual limite ultrapassamos primeiro... dificil portanto fazer uma genealogia do problema humano, quanto suas causas originais...talvez seja somente o devir das coisas...ou talvez não...O HOMEM dos dias actuais é o PRODUTO de MILÈNIOS de EVOLUÇÃO e INVOLUÇÃO...é o VERBO perfeito, conjugado e Reconjugado em sua forma mais improvável, produzindo uma Fonética totalmente nova: "ás vezes insonssa, as veses Surpreendente...!"

E a ferramenta de compreensão do homem - O PENSADOR - deve-se fazer aquilo que é nescessário... e se prover de engenho e arte... sendo, ás veses FILOSÓFO, as vezes POETA, as vezes HOMEM... mas, sobretudo, procurar ser mais que o reflexo de sua própria época, negando essa configuração erronia pressuposta pelo passado da humanidade!Entender é o primeiro passo....pode-se entender, com certa dificuldade, cada um dos diferentes GÉNEROS HUMANOS...COMPREENDER é o objectivo do entendimento!!Não mais APARO AS ARESTAS...a ausência de limites nao deveria assim ser somente mais um nuance em meio a esta vasta busca pelo entendimento?


M- Embora não compreenda tudo, gosto do que dizes, além de sentir que estou a aprender como nunca.

*Levanta-se* Quanto á ausência de limites como apenas mais uma nuance por entre as tentativas de entendimento do outro, considero muito do que disseste plausível. Entretanto, acredito que o maior problema é este, e, talvez, somente este: Desejar entender o outro, de modo a conhecê-lo de maneira exacerbada...


*Sorri* Estava a pensar numa resposta, porém admito que, neste instante, canso-me de pensar, de ter opiniões, de querer pensar para agir. Em contrapartida, não me canso de ter, ainda que transitóriamente, as opiniões alheias para o único fim, como defendeste de maneira brilhante, de sentir o seu influxo e não seguir o seu impulso.


*Questionando-se* Paradoxo?! Sim, sim...

*Modo eterno sonhador ON* Acredito na existência duma identidade paradoxal no homem. *Modo eterno sonhador OFF*E a insuportável inquietação ocorre-me mais uma vez: Gostaria de entender o bastante para, ao menos, ter mais propriedade daquilo que estás a dizer, e termino por não compreender, seja por falta de maturidade, seja por cansar-me por antecipação. (Embora, no fundo, não deseje compreender.) Por vezes, sinto que isto é impossível, e todas as vezes que pensara que compreendera, sentia que era por ter compreendido errado também.


Eu - Como também tenho direito á palavra, e não vou acrescentar mais do que já disseram porque para além de tentar compreender o outro ou os outros, ás vezes não me compreendo de igual modo, e sem me perceber por vezes, por vezes também, não irei perceber o outro.

E isto sem falar que o outro pode ser uma outra, aí já teríamos outra barreira. Essa outra pode ser mais nova ou mais velha, outra geração, outro pensar, outra cultura, o que nos irá apresentar outros ideiais.

Barreiras existem aos montes. Agora para ir adiante delas é preciso calma e observação para tentar entender alguma coisa.... se possível!

Eu acho que talvez, entender seja um erro... Prefiro a ampla e livre largueza e sem erros que é não-entender, mas sentir..... há de nos levar a algum lugar!



P.S - Peço desculpa se encontraram algum erro tipográfico...mas é que foi uma longa conversa :)


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