quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O "casamento" é de quem afinal???


A possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo poderem, futuramente, aceder ao casamento civil, tem causado alguma indignação por parte de algumas pessoas da "nossa praça". Digo algumas porque quero acreditar que se trata, de facto, de uma minoria que deseja limitar um acesso a um direito!

Não consigo perceber, entender e até mesmo tolerar as razões apontadas para que se defenda o contínuo afastamento de pares do mesmo sexo do direito, legítimo, de virem a optar por se casar.

O casamentro civil entre pessoas do mesmo sexo já deveria ser uma realidade há muito, porque assenta em factos incontornáveis, os quais passo a explicitar:


1 - Trata-se de uma forma de reconhecer legalmente o relacionamento entre duas pessoas. Não pode, por isso, ser comparável, de forma falaciosa por alguns líderes de opinião mais desonestos, a uniões entre seres humanos e animais ou mesmo objectos!


2 - Vivemos, felizmente, num país laico. Ou seja, onde impera a separação legal entre o Estado e a Igreja, independentemente da religião em causa. Por isso, o que está em causa é o direito de pares do mesmo sexo virem a contrair casamento civil.

Aliás, numa sociedade laica é tão sui generis referendar o direito que duas pessoas do mesmo sexo têm de aceder ao casamento civil como referendar a possibilidade dos sacerdotes católicos poderem aceder ao casamento civil.


3- A instituição do casamento civil não tem como única finalidade a reprodução. Senão, vedaríamos tal direito ás pessoas inférteis ou a quem, por opção, não quisese procriar!


4 - A homossexualidade não é uma doença ou parafilia e isso é atestado pelos mais recentes manuais de diagnóstico utilizados em psiquiatria e psicologia, o "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" e a "Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados á Saúde" da Organização Mundial de Saúde, nem se verifica qualquer correlação com o "incesto", "abuso sexual" ou mesmo "pedofília", ao contrário do que é falsaqmente proferido por muita gente, que confunde, propositadamente ou não, doença com pecado, á luz da religião mais prosélita ou de doutrinas oficiais transmitidas por Estados do tamanho de cerrados que perante a actual dificuldade de "vender" os seus pecados tende a reconvertê-los em doenças, o que não deixa de ser uma evolução, pois outrora anunciavam a doença como castigo do pecado (risos).


5 - Nem o casamento civil, nem mesmo a moral e a ética, são propriedade de alguma instituição religiosa. (porque se for meus amigos, há muita gente que não está a ser paga).


6 - Ninguém será prejudicado, independentemente da sua orientação sexual, nos seus direitos, se o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo for uma realidade.


Enfim, perante tais factos o melhor é não meter "o casamento civil na sacristia" e deixar que o "António" e o "Joaquim", assim como a "Fátima Andreia" e a "Jacinta", possam casar!


Um pequeno aparte, para os que não me conhecem, não ficarem a matutar: Sou heterosexual com muito orgulho, simplesmente acho que os direitos são para todos e não para uma parcela denominada socialmente "normal"!


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O meu "Universo" és tu!

domingo, 20 de dezembro de 2009

É Natal!


É Natal, é tempo de pinheiros enfeitados com "bolas e bonequinhos", pais natais pendurados á janela, pauzinhos de incenso aromatizando a entrada de nossas casas.
Nas ruas....é natal também, armações enfeitadas igualmente reluzentes, música na rua e caras alegres, harmoniosas e simpáticas, os putos a deliciarem-se com os brinquedos nas montras e outros a chorarem com medo do Pai Natal.

É Natal.... é tempo de abraços e abraçinhos, beijos e beijinhos, é tempo de pancadinhas nas costas e resolver possiveis conflitos que deixamos por resolver! É tempo de prendinhas e prendonas...prendonas para os que podem, porque os que não podem, é só miminhos, mas o que conta é a intenção não é verdade?

É Natal... é tempo de convívios, grandes jantares de empresa, uma caixinha de bolachas sortidas e um vinhozinho do porto para aquecer a alma naqueles dias mais gélidos e arrepiantes! Quem tem lareira...mantinha no chão com umas quantas almofadas, uma música de fundo relaxante a relembrar os bons momentos que o ano nos trouxe, e por vezes claro está, relembrámos os maus momentos, pois há quem sofra de nostalgia nesse periodo natalício, não os condeno, a vida não anda fácil!

É Natal...tempo de sentir saudades dos que já cá não estão, tempo de os recordar quando cá estavam, tempo de sorrisos e de algumas lágrimas (nem que seja de felicidade), tempo de pensar no ano que aí espreita, tempo de traçar novos objectivos, novas metas, inventar novos caminhos para chegar onde desejámos.

É Natal...e o Natal é só um mês ( falando é em época, pois natal natal são só dois dias), depois volta tudo como estava,caras cançadas pelas ruas, com pressa e cheias de tensão, com sorrisos mais forçados e as pancadinhas nas costas esqueçam, pois já não há tempo! Têm que ser sempre a fugir! Por isso é que o Natal deveria ser todos os dias, assim andaríamos todos sorridentes, cheios de magia e amor para dar... Mas como não é....há que ir-se desenrrascando e aproveitar os poucos dias que...É Natal!

Feliz Natal para todos vós e para os vossos! Que seja uma Natal mais feliz!
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Feita de escolhas!


Hoje apetece-me escrerver, escrever da vida, do ar, do sol ou da chuva que faz, do vento que assobia entra as frechas das portas e janelas, do amanhecer dos céus, mas não, hoje refino-me, ou melhor, cingo-me ás escolhas.

Todos nós sabemos, ou pelo menos deveriamos saber, que o ponto em que estamos (na vida) foi escolhido por nós mesmos, ou seja, não vale a pena lamuriar sobre leite derramado, pois não há de ficar doce desta forma.

Mas vou começar do início, ou melhor, por vós (quem me lê, quem não ler não sabe o que perde), vou estruturar como deve de ser o meu pensamento.


Começemos! Acredito no destino? Sim, acredito! E acredito não só por acreditar, acredito porque ao longo desta minha viagem pela Terra, aconteceram-me certos eventos que me levaram a acreditar no destino, por isso, e pelo que a minha palavra vos vale, o Destino existe, pois há coisas que simplesmente estão destinadas a ser ou a acontecer.

Contudo, de igual modo acredito que, há vários caminhos que vão dar ao mesmo final, mais curto ou mais longo, mais fácil ou mais díficil, chegaremos onde deveremos estar!


O outro dia, (ontem, dia 6) a conversar com a minha namorada, descobri a minha escolha fulcral, o meu check-point da vida por assim dizer. (para os que não perceberam, descobri o momento onde a minha vida seguiu um dos caminhos que tinha de seguir...confuso? Espero que não!)


Para não criar perguntas no ar, sim, escolhi seguir do modo mais díficil. Se calhar houve pontos importantes que me levaram a escolher do modo que escolhi, o querer esquecer um amor que sabia que estava destinado, o querer seguir com a vida apesar de tudo e obviamente, todos os caminhos têm os seus precalços, e eu por ter escolhido o que escolhi, espatifei-me!


Uns tempos mais tarde, o que tinha de ser aconteceu! Não porque foi forçado, mas sim porque tinha que acontecer, estava destinado, e nós (eu e ela) sabiamos e não travamos nem um pouco!

Mas não estou aqui para falar da minha vida em particular, mas sim sobre do que a vida me deu, ou mostrou, do modo que lhe prefiram chamar!


Todos nós gostariamos de ter uma vida fácil e sem preocupações de maior certo? Dinheiro, amor, paz, alegria, sem stresses diários (ou pelo menos não muitos). Mas será que a vida teria o mesmo sabor se em certos momentos envergassemos pelo caminho mais fácil? mais cómodo?

Será que se seguissem por esse caminhos que vos trouxe dor, ressentimento, dificuldades no gerl, seriam a mesma pessoa que são hoje?

Se repararem bem, só se aprende algo sobre a vida quando esta corre mal, só acontecendo algo de muito amargo, conseguimos dizer que algumas coisas más nem são assim tão amargas quanto isso devido á situação X ou Y.


As escolhas que tomamos moldam-nos, reperesentam o que somos, quem somos, e provávelmente que iremos ser, ou trabalhar para ser!

A vida tem escolhas fodidas é certo, mas é isso que nos faz crescer, é isso que nos faz trornar numa pessoa melhor, por isso, se gostam de quem são por mais fodida que a vida vos foi, escolheram a escolha melhor, nem que seja no ponto de crescimento pessoal, para a vida e com a vida!

Acreditem sempre no que desejam, e nunca parem de lutar ou de escolher...não parem de escolher certo, mas também não parem de escolher errado, afinal de contas quem vos pode julgar pelo que quer que seja?

Escolham e vivam e aprendam com o que escolheram! O destino final será o mesmo, só as ruas mudam, só as casas ficam de outros contrastes pelo caminho...o final será sorridente, pelo menos assim gosto de pensar, pois é preferivel ter um copo meio cheio que um copo meio vazio!


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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Persistência e o Talento


Determinadas frases ficam na memória! Ficam gravadas, são frases que nos marcam, “ A persistência trás talento”, foi uma dessa frases. Normalmente, a persistência não anda lado a lado com o talento, repito, normalmente (pois á certos anormais que têm nozes mas não têm dentes). Ou seja a maioria das pessoas talentosas não são persistentes assim como as persistentes não são talentosas. Normalmente as pessoas muito persistentes embora pouco talentosas chegam mais longe do que aquelas muito talentosas mas nada persistentes (é um facto, e lamento aos talentosos de vos chamar á realidade, não queria de modo algum ferir sentimentos).


O talentoso é muita vez arrogante a ponto de pensar que não precisa de se esforçar, sendo naturalmente ultrapassado pelo persistente ( e temos muitos exemplos disso, basta ver um ou outro Tv Show, como por exemplo, os "ídolos","How do you think you can dance" entre outros, nos quais os juízes por vezes utilizam a expressão " Tens talento é certo, mas se não trabalhares o talento só te irá levar a um certo patamar) .


A persistência dá trabalho e muito, é necessário auto motivação, muita força interior, muito querer, mas trás talento. O ideal, e raro, é aliar o talento á persistência. Como exemplo dou o de Cristiano Ronaldo. O rapaz é talentoso, ninguém duvida, mas também ninguém duvida que é persistente, trabalhador, e lutador, pelo menos eu acho, pois ninguém é o número 1 só com os pézinhos e umas chuteiras da Nike . Quantos talentosos temos que ficam pelo caminho ? por falta de persistência ? Quanto desperdício ? E o mais incomodo ou mais triste é observar os que não são talentosos (nem um pouco), mas que tem persistência para dar e vender. Lutam, batalham, não viram a cara á luta, mas infelizmente não conseguem acompanhar com o mínimo de talento.


Se fosse Deus, a essas pessoas daria o talento que merecem e aos virtuosos, que não aproveitam, retirava todo o seu talento. “ O maior burro é o que não aproveita as suas capacidades”, sem duvida, devemos isso, a nós próprios e a quem nos rodeia. Não temos nem podemos ter a arrogância de desperdiçar os nossos pontos fortes, devemos sim os explorar e fomentar!


Há inúmeros casos que de zero passaram a cem, por isso não desitam de algo que gostam realmente de fazer, mesmo que tenham um pouco de talento a menos do que o parceiro do lado, sejam persistentes e trabalhem até o cansaço vos drenar todas as energias do corpo! Mais cedo ou mais tarde a persistência irá prevalecer, e no fim do dia, o vosso talento (ou a falta dele) será bem recompensado!


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E já lá vai um tempo...


Pois é meus amigos, é bem verdade, já lá vai um tempo que não escrevo. Se calhar por ser época de legislativas, na qual a minha veia de "escritor" se amansa, pois falar de algo que não merece ser falado, não é de todo o meu estilo, e é por essas e por outras que desde os meus 18 anos, faço parte da maioria, o voto em branco! Mas chega de política, pois nem merecem essas quatro linhas. Pronto, agora por causa da palavra "linhas" são cinco!


Um mês e meio se me pronunciar da melhor maneira que sei, a escrita, e muita coisa aconteceu, ou então como se diz no palavreado popular, "panos para mangas".


Estive no Norte do país nos meados de Agosto, nomeadamente em Lamego. Digo desde de já que gostei bastante, senti-me básicamente em casa! Talvez pelo verde, o que na minha terra é natural ver para onde quer que se olhe, talvez pelas pessoas, todas elas simpáticas e com um sorriso pela manhã, mas mais importante, estava com quem amo, e como lhe digo, "não me importa onde desde que estejas comigo".

Conheci um miúdo espectacular, e embora seja pai, fez-me sentir ainda mais pai. Não consigo transcrever por palavras o que me fez sentir. O melhor que consigo dizer (sem se assemelhar com o que realmente me fez sentir) é: Parecia que sempre o conheci!


Foram apenas cinco breves dias, mas por vezes o pouco marca e sabe bem melhor que o muito, se bem que neste caso, quanto mais tempo lá estivesse, melhor!


Entretanto celebrei o meu aniversário no dia 8 deste mês, pois...25 anos....ou um quarto de século, e embora pareça mentira, senti diferença pouco depois de os fazer a nivel intelectual e a nivel de maturidade...não sei porquê, talvez nem tenha que ser explicado, é daquelas coisas que tem de ser, e o que tem de ser....tem de ser...e o que tem de ser...muita força tem!

Não celebrei o meu aniversário de forma efusiva, simplesmente passaram uns amigos lá por casa depois do meu jantar a dois com o meu "mais que tudo", para bebermos um digestivo...ok pronto, confeso... foram bem mais que dois, afinal não é todos os dias que podemos celebras um quarto de século...agora para o próximo...tenho que esperar mais 25 anos!


Desde este dia, até ao de hoje, bom, nada de importante a relatar, apenas vivendo um dia de cada vez, dando por vezes pontapés em pedras, e por vezes em nuvens.

Trabalhando 5 dias por semana e pronto, como disse, nada de relevante a relatar.


É bom ter meses calmos por vezes, é neste tipo de meses que reflectimos sobre a vida, medimos, pesamos e pagamos o nosso "preço" ou então fica em crédito, para os meses mais apertados :)


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terça-feira, 11 de agosto de 2009

1000


Finalmente este meu canto de "Universo" chegou ás 1000 visualizações! Sejam elas propositadas ou por simples acaso, agradeço a todos os que por cá passaram (embora maioritáriamente em anónimo) 1000 vezes :)


Sei que poderia e até deveria de escrever mais, pois todos os dias me deparo com situações, algumas intressantes outras nem tanto, umas que nos fazem pensar, outras que nos fazem desejar, mas ás vezes é complicado escrever sobre assuntos pessoais, pois como a escrita faz parte de mim, é como deixar um bocado meu navegando no vasto universo.


Espero que mais mil por cá passem, mas que desta vez opinem com mais frequência, pois a opinião de terceiros intressa-me bastente, pois é com opiniões diversas que posso tornar a minha mais completa e fundamentada.


Uma vez mais obrigado, principalmente aos meus seguidores!


Até uma próxima escrita (que prometo que será em breve)


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sábado, 1 de agosto de 2009

Carros como Cisnes...


O automóvel, ou carro, numa linguagem mais popular, sempre competiu com a casa, isto é, com a habitação, tendo esta sido concebida atribuindo ao próprio carro um espaço exclusivo.
Essa competição nota-se particularmente nos consumos dos indivíduos e famílias e nas decisões associadas a estes.
Para os mais cépticos e críticos em relação a quem interpreta a sociedade com a Sociologia, convém atender ao facto de os sociólogos recordarem, várias vezes que um dos principais sinais de melhoria das condições de vida dos portugueses é a renovação da frota automóvel,(afinal quem não se quer mostrar?? ) e, mais do que isso, a crescente necessidade de os cidadãos adquirirem um automóvel antes de qualquer outro bem.
Apesar das vias de mudança actuais, em que o automóvel sinaliza, mais do que nehum outro objecto, a indepêndencia e a liberdade das mulheres face á tradição, à família e ao homem, este compete decididamente nas relações de género.

O automóvel, estendendo o poder do homem, posiciona-se acima da mulher (de uma forma generalista): mais fiel (nunca nos traiem com qualquer outro), manobrável (faz curvas como ninguém), estável (o seu estado de humor nunca muda), e sobreduto mais cooperante com os seus desejos e objectivos (fazem tudo o que lhe pedirmos sem contestação). Os automóveis concebem-se segundo os esquemas de percepção, expectativas e referenciais de vida que se conhecem da parte dos vários segmentos da população: é um dos protagonistas no jogo social das identidades (sociais e individuais).

Por paradoxal que pareça, ao ser um dos produtos sobre o qual assenta a economia moderna, acaba por, em simultâneo, actuar tanto na produção e instituição de novos valores acerca dos estilos e modos de vida dos indivíduos como na sua mera reprodução. Grande parte das vezes, este encaixe faz-se no sentido mais literal do termo: aos homens vende-se potência, atracção e virilidade; às mulheres propõe-se autonomia, facilidade de estacionamento e simplicidade; às famílias fala-se de espaço e de capacidade de organização; aos gestores sugere-se poder de imagem e muito mais.

Assume-se, actualmente, que não existimos enquanto pessoas se não existirmos com os objectos e a tecnologia. No sentido figurado, os carros são Cisnes e nós apelidá-mo-nos de cyborgs!

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sinais de Crescimento...


Felizmente, ou infelizmente (para quem pensa o contrário), não nascemos crescidos, também se o fossemos coitadas das nossas maes, saíria um rolo de pêlo primeiro e só depois nós. Não é algo muito agradável de imaginar quanto mais de se ver!

Temos que passar pela fase do recém-nascido, onde vem os choros, as primeiras vacinas, as primeiras mudas de fralda, o primeiro ingerir de alimento etc.

De seguida dá-se a fase Infantil, começamos a articular melhor as palavras, a sabermos mais coisas e a questionarmos de mais coisas ainda, vem o primeiro jogar de fultebol ou a primeira barbie (só para não me chamarem de machista por falar só em masculino, mas sou homem, falo das minhas experiências como tal, o sexo não é para aqui chamado), a primeira briga, o primeiro castigo, o primeiro erro inocente, etc.

Depois vem a puberdade onde somos jovens irreverentes e revoltados com o mundo e para o mundo, onde ninguém nos percebe, ou quaise ninguém, sem ser o melhor amigo e a namorada ( e mesmo assim, por vezes, nem a namorada!), onde se bebe a primeira gota de alcóol, fuma-se o primeiro cigarro, quando se sente pela primeira vez as hormonas aos saltos, o primeiro beijo, quando se tem a primeira experiência sexual, a primeira namorada fixa (mais de ano e meio), etc.

Finalmente vem a parte Adulta, os famosos 18 anos (mal sabemos nós em que nos metemos quando fazemos 18,já não se pode ser irresponsável, já não são criancinhas nehumas!), a primeira aula de condução, o primeiro acidente, mais tarde, o primeiro emprego, a primeira casa, o primeiro filho, o primeiro sinal de reumatismo, o primeiro sinal de envelhecimento, ou crescimento.


O doutor Dialtone enumerou uns quantes sinais de crescimento que achei hilariantes mas que no meu ver não podia haver melhor esclarecimento sobre este assunto. Passo a trancrevê-los.


Sinais de Crescimento:


- Desaparecer durante alguns dias e as outras pessoas a comentarem se já não teremos morrido!


- Poderes viver sem sexo, mas jamais sem óculos!~


- Deixar de tentar conter a barriga, não se importando se já não entra mais no quarto!


- Comprar uma bússola para se orientar enquanto conduz o carro!


- O melhor amigo falar da meia idade das pessoas e insistir em incluir-lhe!


- Os seus braços serem quaise muito curtos para lerem o jornal!


- Preferir ir trabalhar do que ficar em casa doente!


- Falar constantemente sobre o preço da gasolina!


- Considerar o cafézinho uma das coisas mais importantes da vida!


- Já não pensar em velocidades máximas como um desafio!


- Os vizinhos pedirem emprestado as suas ferramenta e achar que é mau emprestá-las!


- As pessoas acordarem-te ás 9:00 e perguntarem: " Eu acordei-te?"


- Responder a uma pergunta com: "Eu disse isso?"


- O fim da sua gravata não chegar mais ao topo das suas calças!


- Levar um detector de metais para a praia!


- Não se lembrar a que horas se deitou para assistir televisão no chão!


- As orelhas serem mais cabeludas do que a cabeça!


- Entrar numa discusão sobre planos de pensa e aposentações!


- Fazer uma festa e os vizinhos nem se aperceberem!


Bom... eu pessoalmente já sinto um sintoma ou outro...o preço da gasolina, a parte do acordar e.....e por aí fica....pelos vistos afinal não sou assim tão crescido, o que significa que ainda tenho muito que viver e irei fazer de tudo para que esses sinais não se manifestem de todo! E vocês, já sentem alguns? Se já é melhor começarem a trabalhar para o retardamento desse crescimento, afinal de contas qual de nós não quer ficar jovem para sempre? Nem que seja de espírito pois de corpo....ninguém se safa da pele envelhecida e das mãos enrrugadas :)


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

A vida não passa de uma morte lenta.(Frase original de Silva Marques)


Aqui está um título que nem me passava pela idéia, foi de facto uma luz que se acendeu e iluminou o meu "pensar" quando vi esta frase.

De facto a unica certeza que podemos ter nesta vida é da própria morte e acho que nem a devemos recear, pois ao primeiro milésimo de vida, ao primeiro inalar de oxigènio, a morte está-nos destinada!

Acontece que uma ampulheta chamada "Leis Naturais" e a "pari passo" aglomera átomos a partir de uma simples idéia, quase infinitesimal que redunda numa estrutura complexa ao dispor de uma mente.

Esse milagre chamado vida é de facto "Um Milagre" e de tanto vê-lo esquecemo-nos disso por completo e atrevemo-nos a querer que algo aconteça de forma diversa a essa Lei.

Pedimos que o próprio "Deus" apareça!

Acabamos por exigir que um milagre nos conduza a um patamar de entendimento e percepção tão alto que nos daria todas as respostas para todas as coisas!


Podemos encarar a vida como uma morte pré-estabelecida, mas ainda assim, ela (a vida) nos daria a possibilidade da experiência, logo afirmo que suícidio é privar-se das experiências que a vida nos forneça ou nos possibilita. Depende de cada um agarrá-las ou não.


Será que só merecemos as coisas boas?

Ou será que como a sola do pé, nos tornaremos mais resistentes e capazes de andar mais quilómetros com o exercício da dificuldade?

As pedras dos caminhos servem para engrossar-mos a sola dos nossos pés emocionais e filosóficos, pois só assim chegaremos mais longe.


Abandonar essa possibilidade que inclui frustração, desencontro, sofrimento, desgraça, desilusão, mas que também se equilibra com a alegria, realização, fortaleza, dignidade, satisfação e que se completa com o estoícismo que deveriamos ter durante toda a existência, seria deitar no lixo a grande oportunidade de crescer!


Portanto, não estamos falecendo lentamente (isso talvez apenas no campo biológico), estamos crescendo inexorávelmente!

A aparência da carne que envelhece e apodrece não é a única realidade aparente!

Olhe para dentro de si e assim não verá apenas, sangue, ossos, entranhas (vísceras) numa dança macabra!

Ás vezes basta mudar ligeiramente a nossa forma de pensar sem que isso resulte em mudanças drásticas do "Eu". Eu exemplifico, em vez de pensar que o copo de água está meio vazio, pense que o copo está meio cheio! Há pequenas coisas que marcam grandes diferenças, e como costumo dizer....Positivo gera Positivo.



* O título usado neste post foi com o consentimento da autora, por favor não o utilize. Obrigado

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terça-feira, 14 de julho de 2009

Entender .....Nem sempre é fácil!


"o forte apelo poético associado a uma percepção espiritual do mundo causam certo mal estar no "ocidental contemporâneo", e vamos deixar assim, entre aspas, porque é lamentável que termos nascido em determinada época e em determinada parte do mundo nos condene a caber num clichê."

Estracto de um texto do blog que comenta sobre o filme FOLEGO do sul coreano Kim Ki Duk. http://maiaragouveia.blogspot.com/2008/05/flego-de-kim-ki-duk-aleksandr-sokrov-o.html


Quando o escritor Yukio Mishima se suicidou com o ritual do seppuku o ocidente deve ter achado que o Mishima estava com depressao ou mal da cabeça, mas ele havia dito antes que os ocidentais nunca poderiam entender o que significava o seppuku.(Seppuku ou Harakiri - consiste na obrigação ou dever do samurai de suicidar-se em determinadas situações, ou quando julga ter perdido a sua honra. Significa literalmente "corte estomacal". Esse suicídio ritual também é mais chamado de seppuku, uma forma mais elegante de se dizer a mesma coisa.)


HARAKIRI - seppuku era um feito de bravura que era admirado em um samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar os seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa e desagradável de morrer, e algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse agonia, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu seppuku quanto para o assistente.


Até aqui, foi uma breve introdução, para se poder perceber do que estou a falar. Quando digo entender....Nem sempre é fácil, refiro-me, primordialmente a pessoas.... ás pessoas...

A partir de aqui será uma conversa entre dois amigos, para não estar a falar em nomes, um será conhecido por B, outro por M.

Penso que é uma reflexão muito bem reflectida ( por assim dizer), mas já ficarão a saber se lerem até ao fim... vão ver que vale a pena, e quem sabe...poderão introduzir no vosso pensar, pequenas coisas que aqui serão ditas que vos tornarão mais completos... e se quiserem no fim, dar uma opinião vossa, agradeço :) Vamos lá então...


B - Entender outras pessoas não é fácil realmente....

A ciência ao longo de seu desenvolvimento já forjou várias ferramentas para tentar chegar a uma compreenção do ser humano em sua totalidade! Pode-se dizer que o sucesso da ciência em chegar a compreender o homem é ainda Falho (significa frustrado, logrado,improdutivo, ineficaz).

O Homem sempre surpreende, pois o homem com ser é ÚNICO, e para cada um dos BILHÕES de seres que existem neste mundo há uma interpretação diferente da reailidade que nos cerca, e portanto das situações que ele presencia...


O sistema Moral e ético da sociedade ocidental Contemporânea, tem suas bases na cultura cristã, pregada deliberadamente por séculos pela igreja católica... Vale lembrar que a igreja cristã pregava a igualdade, a fraternidade e a caridade, e estes valores de uma forma ou de outra acabaram por serem assimilados por nós através da cultura, e do sistema ético-moral...O sistema moral, que nos diz aquilo que podemos ou nao fazer,[oque é certo, porque é bom, e oque é errado porque é mal] diz-nos que suicídio é uma atitude condenável, pois, a pedagocia cristã ensina que quem se mata vai para o inferno sofrer horrores pela eternidade afora!!O suicídio então, dentro da cultura ocidental contemporânea é um pecado contra si mesmo e contra os valores morais que regem a sociedade!


Já no caso do oriente que, [Felizmente] nao teve contacto nenhum com as perversões de idéias protagonizadas pelos discípulos de cristo, desenvolveram um sistema ético-moral bem distinto do nosso, bem como um sistema religioso igualmente diferente... [basta comparar o Budismo com o Cristianismo], desta maneira na cultura oriental, ao perder sua Honra, o samurai deve remir-se com o suicídio pois uma vez desonrado sua "causa motriz" se perde...!


Eis a diferença que quero apontar...e agora em suma: Na cultura Ocidental [nossa cultura] o sistema moral condena o suicídio... Na cultura Oriental, o suicídio tem a tarefa de remir a honra do samurai desonrrado!


A antropologia ensina-nos a respeitar o relativismo cultural que existe,pois tal é a maneira de compreender o homem como ser cultural sem se perder em Preconceito e Discriminação!!!


M - Como começar? Unh... Nunca a questão do olhar, ao meu ver, esteve tão no centro do debate da cultura e das sociedades. Um mundo onde tudo é produzido para ser visto, onde tudo se mostra ao olhar, coloca necessariamente o ver como um problema. Aqui não existem véus, nem mistérios mais. Vivemos no universo da sobreexposição e da obscenidade desenfreada, saturado de clichês, onde a banalização e a descartabilidade das coisas e imagens foi levada ao extremo...


*Pensando seriamente* O indivíduo moderno é, em primeiro lugar, um passageiro metropolitano, em permanente movimento, cada vez mais longe, cada vez mais rápido...


*Modo eterno sonhador ON* Será que ninguém percebe que a velocidade provoca o achatamento da paisagem?

*Modo eterno sonhador OFF* Quanto mais rápido o movimento, menos profundidade as coisas têm, como se estivessem contra uma tela.

*Questionando-se* A cidade contemporânea corresponderia a este novo olhar? Os seus edifícios e habitantes passariam pelo mesmo processo d superficialização? *Amedrontado* A paisagem urbana confundindo-se com billboards.

*Modo king of drama ON* E, o mundo se converte em cenário, os indivíduos em personagens. *Modo king of drama OFF*


B - Dinâmica do devir (é um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém) é magnifica!


O passageiro que viaja apressado, cada vez mais rapido nao esta só...

Se estivesse só nao seria humano, seria animal. Assim dentre os passageiros temos o Homem, a Mulher, o Padeiro, o Arquiteto, o Cantor, o Pastor, o Professor o Ateu... enfim, substantivos que nos dão identidade e nos dotam de um conceito, para que os "seres" que fazem compartilhem o mesmo "Meio Físico" possam organizar o que é "A" e o que é "B". Distinguindo ou Igualando caracteristicas diversas, O Homem: Animal que mede. O Homem: Animal que mediu e Generalizou...*Risos*


O Mundo moderno foi forjado nos escombros das antigas relações patriarcais, um mundo de facto mais simples pariu este mundo moderno, com suas máquinas, fábricas, Horas de trabalho... dinheiro... lá se vai a profundidade da coisa...porque o que se procura neste mundo moderno, apesar de todo o avanço ciêntifico, é um ser que saiba APERTAR O PARAFUSO, na linha de montagem onde trabalha e se partimos de um pressuposto de que o homem, é um ser cultural LOGO: Nossa vida indiscutivelmente é aquilo do que nos ocupamos durante nossa existencia...

*Exemplo Engraçado*TRABALHE APENAS... SE TRABALHARES, TERÁS OQ UE COMER ATÉ O DIA DE SUA MORTE...! SE FORES UM BOM GAROTO... IRÁS PARA O CÉU!


Bom...o Apertador de Parafusos, la da linha de montagem, pertence aos anos que sucederam a REVOLUÇAO INDUSTRIAL... e de la para cá, pode-se dizer que evoluimos e conquistamos direitos... o sistema Jurídico evoluiu no sentido de "Proteger o ser humano" legando-lhe DIREITOS, para equipara-lo ao SENHOR capitalista que detem o PRIVILÉGIO...porém, se evoluimos nesta perspectiva, nosso sistema ideológico mudou muito pouco... A maior parte da sociedade, mantém padrões ideológicos PÉTREOS, ensinados por um sistema moral MILENAR... e o facto é que FRENTE AS PERIPÉCIAS DA VIDA: AINDA NAO PERGUNTAMOS : "PORQUÊ??" Porque trabalhamos? Porque vivemos assim? Aprendemos ao contrário... viver uma vida acelerada, para que assim nao tenhamos tempo de sentir as coisas profundamente!


Discordar, ainda é uma tarefa para poucos...é mais fácil ser "FAST-FOOD" , nao é??


M - Ah! *Contente* Não direi que concordo com tudo o que disseste, mas de maneira geral, gostei bastante. E, mais que isso, respeito tua maneira "d'olhar" e "ver" o universo em que estamos inseridos.

Unh... Embora a linha seja bastante tênue, não diria moderno, mas contemporâneo... Encontramo-nos num momento em que barreiras se diluem, e prefixos como multi-, pluri-, inter- entre alguns outros maquilam as palavras com sentidos aparentemente profundos.

Talvez, o segredo esteja em valorizarmos aqueles que não vêem dificuldades maiores em concretizar algo: As crianças. E, na tentativa de relacionar o assunto do deste trabalho com a análise do B, gostaria de questionar algo.

Esta aparente ausência de limites não dificulta conhecer o outro?


B - Eu diria a priori que dificulta sim...Mais penso que, em si tratando do outro, e da Busca pelo conhecimento,quando colocamos o homem como objecto de nossa análise: seja ela Antropológica, filosófica, metafísica... etç, encontramos sobretudo um ser que retém em seu âmago uma essência primeira que o liga aos demais no meio social em que ele vive - não sei ao certo se tão essencia é a cultura, ou mesmo Instinto - Sei, no entanto, que essa essência faz com que o ser tenha uma faceta GENERALIZÁVEL...partindo dai...Podemos pressupor a busca pela Verdade humana...Pois todo o esforço humano, parte do ponto de vista da utílidade ou nao deste acto...ninguem projecta uma acção na qual nao veja um fim...mesmo o mais absurdo delirio alimentado pelo maior lapso de Loucura contém uma causa primeira, e um fim ultimo...


Porque a Ausencia de limites entao? Porque estamos mergulhados na superficialidade? Lanço-me ao mar das análises ilimitadas...e é de facto dificil apontar qual limite ultrapassamos primeiro... dificil portanto fazer uma genealogia do problema humano, quanto suas causas originais...talvez seja somente o devir das coisas...ou talvez não...O HOMEM dos dias actuais é o PRODUTO de MILÈNIOS de EVOLUÇÃO e INVOLUÇÃO...é o VERBO perfeito, conjugado e Reconjugado em sua forma mais improvável, produzindo uma Fonética totalmente nova: "ás vezes insonssa, as veses Surpreendente...!"

E a ferramenta de compreensão do homem - O PENSADOR - deve-se fazer aquilo que é nescessário... e se prover de engenho e arte... sendo, ás veses FILOSÓFO, as vezes POETA, as vezes HOMEM... mas, sobretudo, procurar ser mais que o reflexo de sua própria época, negando essa configuração erronia pressuposta pelo passado da humanidade!Entender é o primeiro passo....pode-se entender, com certa dificuldade, cada um dos diferentes GÉNEROS HUMANOS...COMPREENDER é o objectivo do entendimento!!Não mais APARO AS ARESTAS...a ausência de limites nao deveria assim ser somente mais um nuance em meio a esta vasta busca pelo entendimento?


M- Embora não compreenda tudo, gosto do que dizes, além de sentir que estou a aprender como nunca.

*Levanta-se* Quanto á ausência de limites como apenas mais uma nuance por entre as tentativas de entendimento do outro, considero muito do que disseste plausível. Entretanto, acredito que o maior problema é este, e, talvez, somente este: Desejar entender o outro, de modo a conhecê-lo de maneira exacerbada...


*Sorri* Estava a pensar numa resposta, porém admito que, neste instante, canso-me de pensar, de ter opiniões, de querer pensar para agir. Em contrapartida, não me canso de ter, ainda que transitóriamente, as opiniões alheias para o único fim, como defendeste de maneira brilhante, de sentir o seu influxo e não seguir o seu impulso.


*Questionando-se* Paradoxo?! Sim, sim...

*Modo eterno sonhador ON* Acredito na existência duma identidade paradoxal no homem. *Modo eterno sonhador OFF*E a insuportável inquietação ocorre-me mais uma vez: Gostaria de entender o bastante para, ao menos, ter mais propriedade daquilo que estás a dizer, e termino por não compreender, seja por falta de maturidade, seja por cansar-me por antecipação. (Embora, no fundo, não deseje compreender.) Por vezes, sinto que isto é impossível, e todas as vezes que pensara que compreendera, sentia que era por ter compreendido errado também.


Eu - Como também tenho direito á palavra, e não vou acrescentar mais do que já disseram porque para além de tentar compreender o outro ou os outros, ás vezes não me compreendo de igual modo, e sem me perceber por vezes, por vezes também, não irei perceber o outro.

E isto sem falar que o outro pode ser uma outra, aí já teríamos outra barreira. Essa outra pode ser mais nova ou mais velha, outra geração, outro pensar, outra cultura, o que nos irá apresentar outros ideiais.

Barreiras existem aos montes. Agora para ir adiante delas é preciso calma e observação para tentar entender alguma coisa.... se possível!

Eu acho que talvez, entender seja um erro... Prefiro a ampla e livre largueza e sem erros que é não-entender, mas sentir..... há de nos levar a algum lugar!



P.S - Peço desculpa se encontraram algum erro tipográfico...mas é que foi uma longa conversa :)


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O meu "Universo" és tu!

domingo, 12 de julho de 2009

Todos nós pudemos ser deputados...só quem não quer...


Pela primeira vez na vida, vou escrever algo sobre o que não me interesso nem tão pouco gosto...Política, mas que de certo modo estou farto de ouvir sempre os mesmo queixumes. Sendo do contra de quem é contra os politicos, do que eles fazem, ou do que não fazem, do que eles falam em que pouco dizem, mas não os querendo defender de todo, pois como disse, os políticos não são meus "amigos".


Faz parte do meu quotodiano e julgo que de muitos mais, ouvir "boquinhas" do estilo: Ah e tal o Sócrates isto; Ah e tal A ministra da Saúde aquilo; Ah e tal o ministro das finaças aquilo; Ah e tal A Manuela Ferreira Leite aquele outro; Ah e tal se fosse comigo fazia assim.


Sim, é verdade que este país está mal e que de podre que está a ficar no seu interior, já começa a largar um pivetezinho e que o seu actual Governo e tudo o que lhe envolve não está a ser do melhor, mas também já estava tudo estragado antes, e o que não é remendado a tempo, quando for para remendar, existe uma probabilidade maior de ruir.


Isto tudo para dizer que: "Todos nós podemos ser deputados....Só quem não quer!"


Isto vem a propósito de uma conversa que tive com um Sr (conhecido meu) com alguma experiência na área, na qual falavamos exactamente disto e foi ele que mencionou a frase que acima transcrevi.

Lógicamente, fiz-lhe uma cara de surpreso e perguntei-lhe como. No qual ele me respondeu com uma pergunta rétórica: "O que achas que os actuais deputados foram antes de chegar ao que foram?.... Foram como tu...criticos?"

Exacto minha gente, nem todos nos lembramos disso, os actuais deputados antes de entrarem para a política também eram daqueles que sentavam-se no cadeirão com os chinelinhos nos pés, um whiskyzinho na mão a ver as notícias e a refilarem tal como nós refeliamos hoje. E acho bem, todos podemos reclamar e temos esse direito!

Agora parem com essas conversas de que "eu fazia melhor" e se realmente acham que fazem melhor, começem por ir á sede do vosso Partido e inscrevam-se como Militante, e participem bastante, tenham idéias constructivas e passado uns aninhos, poderão estar muito bem numa das Listas, e sentadinhos no parlamento! Por isso só não é politico quem não quer! Sei que não é fácil, por isso tem que ser querer!

Pensem só nos benefícios, ganhar um bom salário, conduzir um mercedes, não pagar multas, ir ao parlamento quando lhes apetecer, levantar ás 10 da manhã. Ir a festas privadas.... é uma alegria....espanta-me como não há mais gente na politica....pode ser que calhe algum que preste....



Ps- Não estou a defender os políticos, pois como disse, não são meus "amigos", mas também falar sempre e não agir....é obra!


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O meu "Universo" és tu!

terça-feira, 7 de julho de 2009

O que é Bom/Mau


Ora bem, para terminar por ora as fases de "O que é", esta será uma teoria minha e sómente minha de muitas outras que por aí possam haver.

O que é Bom? O que é Mau?


Um bom bife com batatas fritas e ovo estrelado, é bom concerteza, para os carnívoros apenas, pois já os Vegans dirão "blerck" isto é mau. Então será o bom unicamente "Bom" e o mau unicamente "Mau"?


É certo que isto se tornará um debate moral e até de ética, mas vou tentar não entrar muito por esses campos, sim pois não entrar de todo é um pouco impossível.


Imaginemos a seguinte situação de que não nos é alhiea de todo e que até, presentemente, (ou apenas se fala mais no assunto sem tabus), a ouvimos todos os dias através dos orgãos de comunicação social.


Um pai depara-se com a situação de que uma filha foi abusada sexualmente e que, por acaso dos acasos (não de todo pois geralemente os predadores sexuais são aqueles que mais próximos estão da vítima e sua família) é um conhecido.

A polícia local promete que não deixará o criminoso sair impune desta situação que tão perturbadora é. Infelizmente, (para a vítima e seus parentes, mas não para o criminoso) a polícia, com a sua frase estéreótipada afirma que: "Infelizmente, embora saibamos quem é o culpado, não existe provas concrectas para o prender-mos" (pois é, sempre a mesma conversa da treta).


Até aqui, todos concordamos que é Mau. Mau para a vitima e para a familia e apenas um e só um achará a situação favorável...Boa.


O pai da vítima, vendo que a justiça nada faz, decide autodenominar-se "justiceiro", até que um certo dia depara-se com o criminoso que tanto mal fez á sua filha e sem reflectir duas vezes, saca de uma pistola da parte de trás das calças e mata-o a sangue frio em plena rua e luz do dia. A chamada "justiça com as próprias mãos"!


A polícia local prende o pai, este é levado a tribunal e é condenado a prisão perpétua por ter livrado o mundo de um "ovo podre social". (a)


Ora bem, "humanamente", por assim dizer, o acto do pai não é correcto, logo á partida será Mau. Mas já do ponto de vista social (ou pelo menos do meu), foi um favir que fez á humanidade ao tirar um criminoso das ruas e do mundo (e estou certo que muitos pensarão do mesmo modo que eu).


Como poderemos nós então ensinar aos nossos filhos o que é Bom ou Mau?

Como podemos dizer "Ah e tal, o fulano fez isto e aquilo e na minha opinião fez mal"?

Poderá haver uma pessoa que diga, "Olha que eu não sou dessa opinião, eu até acho que fez Bem".

Como escolher o que é Bem ou o que é Mau, deparando-nos com tantas indecisões sobre o que realmente é bom e mau?


Jesus Cristo escreveu o mandamento "Não Matarás". Todos nós sabvemos que matar é errado, logo é mau. Será mau mesmo? Isto não dependerá da situação que enfrentarmos? E se a nossa vida estiver em perigo e não tivermos outro remédio? É mau lutar para viver?


Na minha opinião, o Bom e o Mau é relativo e não existe uma definição una para tal. O bom e o mau será o que a consciência de cada um assim entender. Claro que se for feito um inquérito com perguntas relacionadas o que é bom e mau, haverá decerto uma percentagem na pergunta 1 que driá "A" e outra mais pequena que dirá "B" e assim por diante!


Isto será forma de obterem o senso comum do que é normal. Se os que responderam "A" obtiveram uma percentagem de 80% e os que responderam "B" com os restantes 20%, esses pobres coitados serão vistos (estatisticamente) como "anormais" (não estou a chamar nomes a ninguém, apena que serão a parte anormal da sociedade), logo em termos...hum...digamos morais e éticos perante a sociedade, há uma distinção óbvia sobre o Bom e o Mau (pá não digam que não está nas estatísticas! Será assim que um ser "inteligente" vos responderá).


Bem, espero que com isso, consiga despertar a vossa consciência para o bem ou para o mal, independentemente do que eles sejam, ou pelo menos que vos faça pensar mais um pouco nas decisoes que tomam.


(a) - Sim houve um movimento social contra a justiça neste caso, pedindo a liberdade do pai e protestando contra a sua prisão, embora em vão.


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O meu "universo" és tu!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O que é Verdadeiro....




Começemos por uma frase que tanto aprecio. Alguns caracterizam-na como uma frase de Lógica, outros pela Metafísica, mas qual a verdaderira "mãe" da frase?
Gostava de vos poder responder a esta questão, mas se o fizesse, poderia não estar a ser verdadeiro, por isso vamos á frase: " Se "A" (uso e menção da palavra) não é verdade, então não "A" é verdade".

Até que ponto esta frase estará correcta? Até que ponto poderemos destinguir o que é ou não verdadeiro por esta simples e complexa frase? (simples na sua escrita, mas não tão simlpeas na sua lógica...ou será métafísica? Enfim...)

Para simplifica a percepção da frase para todos, esta diz-nos ou tenta dizer que se o "A" (uso e menção...poderia por um "X" ou outro simbolo ou letra qualquer, mas não fui eu que inventei a frase) não é verdadeiro então tudo o resto que não seja "A" o é! O "B", o "C", o "D", ou até o "XYZ".

Como então perceber o que é ou não verdadeiro se a própria verdade em si pode ser extremamente vaga?

A Psicologia ensina meios de saber, através de expressões e maneirismos, se um indivíduo está ou não a dizer a verdade. Se olharmos para a esquerda e para baixo, significa que estamos a recorrer á parte criativa do cérebro, ou seja, estamos a inventar/mentir. Se olharmos para a direita é porque estamos a relembrar alguma coisa (mas hoje em dia já existe o polígrafo para os menos pacientes).
Todavia, estas expressões e maneirismos não nos indica a verdade na realidade (seja lá o que for real).

Por exemplo, todos nós sabemos que o céu é azul, verdade?
Mentira!!! O céu só é azul devido ao mar.
Agora os mais leigos ( ou ignorantes, não querendo ofender ninguém, pois até ás vezes viver na ignorância é ser feliz) dirão que estou parvo . pois a água é transparente e é o céu que dá a visualizção da cor azul ao mar.

Bom...e agora? Qual a verdade?
A verdade é que o céu é azul devido ao mar (facto cientificamente comprovado), pois a água contém certas molécolas que, quando juntas aos milhoes (milhoes de litros de água) reagem umas com as outras que dão a cor azul ao mar e que por sua vez esta cor é reflectida no céu o que lhe torna azul. E como o que está provado científicamente, contra factos não há argumentos, logo é verdadeiro!

Mas como destinguir o que é verdadeiro se não provado?

Como falamos há pouco em mar e céu, na cor azul....fiquemos pelo azul.
Será que "Azul" é mesmo azul? Porque é que o "Azul" não poderia ser o "Preto"? E o "Preto" o "Azul"?

Somente sabemos que o "Azul" é azul porque assim o aprendemos.
Porque alguém (sei lá quem) lembrou-se que o "Azul" que hoje conhecemos era azul e não "Preto" (quem diz preto, diz amarelo ou vermelho ou verde ou por aí a fora).
Posto isto, será o "Azul" verdadeiro?

As formas, cores, objectos , que hoje conheçemos, serão os seus significados e usos que lhe damos verdadeiros?

Lembrei-me agora do filme "Os Deuses devem estar Loucos", quando o americano está a sobrevoar uma tribo e deixa cair do avião uma garrafa de coca-cola e esta acerta na cabeça do chefe do tribo. Quem viu deve-se lembrar (para quem não viu, não o chefe não morreu, incrível não é?).

O chefe achou que aquela "garrafa" (uso e menção da palavra) era um presente dos deuses, quando todos nós sabemos (será que sabemos?) que é uma simples garrafa de coca-cola feita de vidro, algo normal do nosso quotodiano (mas tentem lá explicar isso a ele quando o virem por aí, fico á espera...)

Por mais que alguém tentasse explicar-lhe que aquilo era uma garrafa e que depois de aberta bebe-se o conteúdo (isto sem tocar na garrafa ou senão poderia haver o perigo de nos arrancarem o escalpe), o chefe da tribo diria que era mentir, que foi um presente dos deuses e ponha a garrafa numa mesa como decoração ou lembrança, ou até mesmo como amuleto contra espíritos malignos da floresta das redondezas (isso tudo não é do filme atenção).

Outro exemplo, aposto que toda a gente, ou pelo menos a maioria já viu o filme "Matrix", onde o nosso mundo, tal qual como o conhecemos, é um programa informático e que o "verdadeiro" mundo está lá fora, e tudo o que existe na matriz, tal qual o conhecemos, como por exemplo o cheiro, o paladar, o sol, a lua, nada disso existe, logo não é verdadeiro (e Neo toma o comprimido azul, era bom se tudo se resumisse a um comprimidozeco).

Então o que é ou não é verdade?

A "verdade" para nós é o que conhecemos ou o que aprendemos como: É verdadeiro, logo tudo o que for desconhecido ou não provado, dificilmente será verdadeiro.

Se um maluco (será que o é?) disser que o "Azul" é "Roxo", sabemos que não é verdade certo?
Será?

O que é verdade então?

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O meu "Universo" és tu!

O que é O Inferno...


Irra, só de pensar nisto até me dá calor! Até pediria que me arranjassem uma pedrinha de gelo, mas com o calor que está, derreteria antes de me chegar á boca. Acreditem que está mesmo um inferno.


Penso que todos nós, quando pequenos, ouvimos os nossos pais ou avós a dizerem: "Oh Manel, se te portas mal vais para o inferno"; "Roubaste as gomas da loja da vizinha? Ah maldito rapaz, tu vais é parar no inferno"; Ou seja, quando se faz algo de mal, a sentença será o inferno!


Bolas pá, como pode uma criança saber o que é o Inferno? E mesmo nós, autoproclamados adultos, não pela maturidade "pensal" (não, não é o cfé de cevada) mas sim pelos famosos 18 anos, que em parte, em grande parte, só nos lixam porque, teóricamente, ao fazermos 18 anos já somos "adultos" (nisto somos todos pinóquios),


Então que raio é o Inferno?


Aquele sítio que vemos na telivisão ou mesmo na banda desenhada em que tudo é fogo, que tudo arde, em que as almas gritam de desespero e de dor (ou estarão eles a fazer uma rave e estão tão mocados que só conseguem gritar?) por se sentirem a derreter, a serem esquartejados e cortados e que, ao olharmos para o fundo, mas mesmo lá no fundo, vemos uma criatura vermelha (não é o capuchinho) com pézinhos de cabra, dois corninhos de bode e uma cauda longa e vermelha e na mão aquele tridente de ferro (deve o ter roubado a Poseidon ás tantas) a soltar aquela gargalhada diabólica á Darth Vader (muhahahahah)?


Cresçam pá, afinal já não têm 18 anos? Já não são crescidinhos para se deixarem disso? Ups... desculpem, pensava que sim, peço desculpa aos menores, mas se estão a ler isso é porque os vossos pais não sabem, mas tenham cuidado porque eu sei que eles vos estão a ver pelo buraquinho da fechadura do vosso quarto. Acho melhor irem averiguar se não lá estão realmente, pois eu quase que aposto que sim. Todavia, antes de ir, não se esqueçam de disfarçar, puxem um livrinho qualquer, o que estiver mais próximo, abram o livro e voltem-no a fechar, mas não se esqueçam do promenor.... marcar a página com o marcador de livros que a tia ofereceu no Natal! Mas que inferno, tenho que explicar tudo hein?


Será o Inferno, um mundo paralelo ao nosso, igual ao nosso, mas tudo destruído, no qual existem aqueles seres diabólicos acastanhados com asas e feios como tudo a tentarem "recrutar" (sim porque não é como o exército, alistas-te e já está) almas abandonadas ou perdidas para o exército de Belzebuhr?

Para haver depois aquela mítica batalha dos dois mil anos entre a luz e as trevas?

Até imagino certos leitores a tremer com isso, aqueles mais crentes (Pá não sejam assustadiços que é apenas o vosso télémóvel a vibrar no vosso bolso direito das calças).


Sei que ainda não respondo ao que é o Inferno, mas como é costume, irei fazê-lo á minha maneira de acordo com a minha prespectiva de vida. Sei de igual modo que muitas vezes respondo com outras perguntas e toda a gente fica na mesma (apanhando aranhas do ar), mas não é bem assim de todo, até vou respondendo aos poucos (sim como os políticos que precisam de 30 anos para fazerem o que prometeram em 4, mas eu não sou assim, não de todo pelo menos).


Continuando, Inferno é chegar tarde ao trabalho quando sabemos que o nosso chefe nos vai chatear a cabeça pelos 5 minutos e 30 segundos de atraso! Ouvir a mesma canção todos os dias daquela boca infernal que nada diz a não ser para chatear os outros.


Inferno é pensarmos que a A1 estará infernal e por isso metemo-nos pela IC5 e deparamo-nos com um trânsito infernal que, ao mudarmos de estação de rádio, ouvimos nas notícias que a circulação na A1 está boa, sem grandes engarrafamentos!


Inferno é estar num centro comercial e faltar a luz enquanto estamos no elevador ( ainda por cima sozinhos, pois se ainda estivesse uma boa pessoa, ou pessoa boa conosco, o inferno poderá ser mais manso...ou não) e termos que esperar hora e meia para que a Otis chegue para nos tirar daquele inferno.


Inferno é estar a ver um jogo de futebol com 10 amigos (onze contando conosco) dos quais nenhum é do nosso clube e que ainda por cima perdemos o jogo e levam a noite toda a falar na grande vitória.


Pois é meus amigos, a Vida é um Inferno e só ao morrer safamo-nos disso, mas como muitos de nós, inclusivé eu, esperamos estar cá muitos mais anos, imaginem lá o inferno que nos espera pela frente... muhahahahaha!
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domingo, 5 de julho de 2009

O que são Pessoas Agradáveis...




"Porque é que existem pessoas agradáveis e outras que nos apetecem beliscar?" (Woody Allen, 1966).


Realmente Sr.Woody, tiro-lhe o meu chapéu (aquele que não uso, pois não tenho nehum) a esta excelente frase (pelo menos no meu ponto de vista). Mas antes de responder porque existem estes tipos de pessoas, (e prometo que responderei no fim, como já é hábito), devemos perguntar o que elas são.


Dividirei isto em duas partes, a de "Pessoas Agradáveis" e outra com "Outras que nos apetecem beliscar". Vamos lá então então começar que o tempo é escasso e porque hoje já escrevi muito (não, não foi aqui) e em breve os meus eurónios, desculpem, neurónios começam a fugir de mim.

Começaremos pela parte mais agradável (é preciso dizer qual? ok ok eu digo, não é necessário pressões), o que são pessoas agradáveis.
Este grupo restrito (ou não) de pessoas, são aquelas que nos agradam (sim, eu sei que estão a aplaudir por esta minha intervenção =P ), mas agradam-nos porquê? (Atenção que isto não é a razão de existirem).

- Porque são simpáticas - Quando vejo a Fátima Andreia de manhã, lança-me sempre um sorriso! Que pessoa agradável de se ver logo de manhã, pois um sorriso de manhã vale uma bejeca ao fim da tarde.


- Porque sabem dialogar - Adoro ir ao Puxa Que Não Vira Bar falar com o Hermenegíldo. Há sempre um bom assunto para falarmos, é agradável ir tomar um cafézito de manhã com ele.


- Porque dizem bom dia - O meu vizinho da frente quando me vê pela matina, diz-me sempre bom dia. É agradável e de simpatia que os vizinhos se cumprimentem. Isto sem falar da educação.


- Porque nos cedem passagem - O outro dia estava eu a sair de uma estrada secundária para apanhar a auto-estrada, só que estava um verdadeiro caos e já estava á espera de entrar na via há mais de 15 minutos, até que um "agradável" condutor cedeu-me a passagem para o inferno, mas embora tenha saído de uma para pior, foi um acto agradável, logo pensei que seria uma pessoa agradável.


Ok, está bom de exemplos de pessoas agradáveispois há inumeros "porque" que poderia dizer. Carreguemos no botão "forward" e saltemos para as que não são agradáveis ou "as outras que nos apetecem beliscar". Todavia apetece beliscar porque raios e trovões? Ora deixem-se estar encostados á cadeira que eu digo-vos.


- Porque ao irmos com as compras que fizemos no super mercado a menina/o da caixa não nos mete as compritas no saquinho (bolas pá, isso faz parte das funções deles, e ás veze só nos apetece beliscá-los para ver se acordam)


- Porque ao pedirmos uma caneca de imperial no bar, o funcionário quando a tráz, cheia até ao rebordo, lixa-nos 15 cêntimos dela e quando vamos pagar pedem-nos 1,25€ e só nos apetece beliscar o "manzinho" e dizer: "1,25€ menos os 15 cêntimos de cerveja que derramou no chão para eu não beber".


- Porque ao estarmos á espera de um lugar no parque de estacionamento do Modelo, e quando finalmente o carro da outra pessoa sai, um Chico arma-se em esperto (daí advém o nome chico-esperto) e rouba-se o lugar. E o que nos apetece? "Beliscar" está claro!


- Porque ao irmos a uma farmácia comparar NanTransit1 da Nestlé (um leite próprio para lactentes e essencial para o seu crescimento) dizem-nos: " Desculpe mas não há!" E só nos apetece beliscá-los! Como não há? Deixam o stock acabar para pedirem nova remessa? (Mau funcionamento meus amigos).


Aqui estão alguns exemplos do que são "outras que nos apetecem beliscar"! Pronto, até poderia acabar aqui, agora, neste preciso momento, nesta mesma palavra, mas não o farei porque o que é prometido é devido, pelo menos na minha terra, porque é que existe estes dois tipos de pessoas?


Por uma razão muito simples! Porque assim a vida seria uma seca! Já imaginaram se todos nós fossemos politicamente correctos? Ui, nem quero pensar nisso que até já sinto o tédio a abter-se sobre mim! Portanto, se a vida fosse uma seca, ao acordarmos não nos lembraría-mos do episódio que nos aconteceu no dia anterior (hipotéticamente falando) que nos faria soltar um sorriso e, logo, não beberiamos a bejeca ao fim da tarde!


P.S - Todas as situações escritas neste texto são pura ficção e peço desculpa desde já se se identificam com alguma delas (que ao menos seja a das pessoas agradáveis...espero) ou que vos faça lembrar alguém ou alguma história semelhante!


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sábado, 4 de julho de 2009

O que é Pensar...


Pá, agora é que são elas (porque não eles também? nunca percebi, enfim!). Isto é um tema do qual pode partir de um simples levantar de sobrancelha até ao mais complexo acto de... Qual é mesmo o mais complexo acto que nós fazemos? Exacto, esse mesmo...o de carregar no botão do nosso telecomando para fazermos aquele chato zapping que tanto gostamos ( nem imaginam a complexidade disto, mas também não vou explicar, pois assim sairia do que aqui pretendo falar).

"Penso logo existo" não é? Aquela célebre frase de Décartes que muitos pensam, ou pelo menos os mais distraídos, que foi Sócrates, o filósofo e não o nosso primeiro ministro, pois esse não sei se tem a capacidade de pensar, mas sim a de "despensar", que por mais incrível que pareça, dá muito mais trabalho que pensar. E nós portugueses (regra geral) como não gostamos de trabalho, nem nos damos (aqui vem novamente) ao trabalho de o perceber, até que, não há quem o perceba sem ser ele próprio, e mesmo assim...enfim, continuando!

O que é pensar mesmo?

Olhem, eu até aqui pensei (que giro não é?), pensamos até quando não nos damos conta.
Será que pensamos para respirar? Ou será que é um automatismo do nosso corpo gerada pela necessidade de respirar?(Eu sei, não precisam de responder). Mas aqui está uma pergunta pertinente para a questão do que é pensar, partindo do princípio que antes de pensarmos, o sistema eléctrico do nosso cérebro, enviam aqueles sinais muito giros que na TV parecem mini trovões e faíscas (chamadas sinápses) a percorrerem aquelas "ruas" (os chamados axónios) como espermatozóides endiabrados, e isto tudo numa questão de milésimos de segundos (ajudados pela mielina), que finalmente põe os nossos neurónios a mil á hora, na qual se acende aquela famosa lâmpada amarela ao lado da nossa cabeça (sim tipo professor Pardal).

Mas afinal o que é pensar? Ainda não respondi pois não? Peço desculpa aos inteligentes se já o fiz, mas não era essa a minha intenção, mas como sei que não fiz, pelo menos á minha maneira...Obrigado pela vossa compreensão, é que escrever dá trabalho e eu ao contrário da maioria até gosto do trabalho de pensar, seja lá o que pensar for.

Ora, pensar poderia ou poderá ser uma selecção de pensamentos, do qual nem nos damos conta que o estamos a seleccionar ( sim amiguinhos, como o seleccionar do canal naquele tão difícil zapping que fazemos), no qual irá originar uma frase estúpida mas brilhante ao mesmo tempo de minha parte. E calminha que não me estou a valorizar, ou talvez até esteja, mas para ser valorizado o começo está em mim. Isto pode ser pensar ou será que não?

Veremos outra teoria do que é pensar, uma teoria muito sucinta e da qual depois de dita, não necessitará de qualquer outra explicação ou esclarecimento, pois será em português bem claro e para todos os livrinhos pequeninos que levamos dentro da nossa massa cinzenta, o chamado por mim, "Até os Tolos Percebem" (Sim, é um grande livro, ou será quando o escrever).

Agora vamos áquela frase brilhante e estupida que prometi e que ira definir o que eu acho é pensar.
Pensar é: Aquilo que de uma maneira ou de outra não há forma de escapar-mo-nos a fazê-lo!

Pensem sobre isso!

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O meu "Universo" és tu!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Após...


Após mais de um mês sem escrever, após mais do que o tempo suficiente sem escrever, após a vida ter pregado umas partidas das quais não estava, ou melhor, estavamos á espera, após pensamentos positivos, após pensamentos negativos, após pensamentos assim assim, após pintar a vida com cores escuras, após pintar a vida com cores claras, após tracejar os contornos da mesma de um tom mais negro, após voltas, reviravoltas e baldrocas, encontrei novamente, o tempo, o espaço, a disposição, o pensamento, para voltar a escrever.

Foi sem dúvida um mês e basicamente, meio, mais complicado do que se previa, "podres" da minha antiga vida que ainda não estavam resolvidos, mas que agora para lá caminham.

E agradeço ao meu "Universo" por me ter dado forças e ter estado sempre comigo quando precisava, mesmo sabendo que lá no fundo também sofria com tudo o que se estava a passar.

Não encaro esta passagem da vida, ou estes momentos menos sorridentes como um ficheiro a apagar da memória, pelo contrário até, pois o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Só há que saber retirar de todo o conteúdo os pontos fortes para aprendermos mais sobre a vida e talvez sobre nós próprios. Utilizar a vida para o nosso próprio crescimento!

Há males que vêem por bem, já diz o célebre provérbio! Acredito que agora possa viver com a paz e traquilidade com que desejámos. Só falta uma coisa para esse dia chegar e até lá resta-me esperar, pois não há nada a fazer senão esperar e aqui estou eu, estamos nós, a esperar!


Este texto é apenas um desabafo pessoal, não é de modo algum um tipo de crónica ou crítica, é simplesmente....as coisas da vida.


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O meu "Universo" és tu!


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ás vezes...Mas nem sempre!


Ás vezes, mas nem sempre... é melhor sorrir,
Ás vezes, mas nem sempre... é melhor ficar.
As gargalhadas fazem o mundo rir,
Enquanto o partir faz alguém chorar.

Ás vezes, mas nem sempre... é melhor saber,
Ás vezes, mas nem sempre... é melhor arriscar.
O saber não ocupa espaço, mas por vezes faz doer.
Quem não arrisca não petisca e há sempre algo a ganhar.

Ás vezes, mas nem sempre...
Sempre...Mas só ás vezes!

Ás vezes, mas nem sempre... é melhor falar.
Ás vezes, mas nem sempre... é melhor fugir.
O saber falar é sinal que alguém se faz escutar,
Quanto a fugir...Nem todos te podem impedir.

Ás vezes, mas nem sempre... é melhor chorar
Ás vezes, mas nem sempre... é melhor ficar calado.
Limpar a alma...Desanuviar!
O silêncio vale ouro e assim evita-se algum coração partido!

Ás vezes, mas nem sempre...
Sempre...Mas só ás vezes...
Ás vezes...Mas só ás vezes...
Sempre...Mas nem sempre
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O meu "Universo" és tu!

Pensamentos


Percorrendo o meu mundo de pensamento num estado nada estável,
Vejo cores, linhas e contornos num mundo inalterável.
O que era preto passou a branco, o que era branco passou a preto,
São estas visões que no meu pensamento eu decreto.
Erguer-se-á outro mundo enquato este se degrada?
Coisa que a muita gente não agrada!
Um pensamento a viver, outro que se destroi!
Preso por uma corda, aquela que o rato roi.
Pensar não é difícil, o difícil é interiorizar o pensamento,
Aquele que te tormenta, aquele que vive sempre atento,
A uma falha tua para entrar no subconsciente,
A uma distracção tua para entrar secretamente.
O pensamento é matreiro, está sempre á espreita,
E quando não o sentes é ele que te deita,
Suave como seda que nem o sentes a tocar-te,
Hábil como um ilusionista que nem dás conta que é ele a comandar-te.
Quando pensas que não pensas, já ele te consumiu,
Quando te apercebes disto já ele te impigiu,
Um novo pensamento de uma forma brilhante,
Apercebes-te tarde e ficas reluctante!
Pensamento meu?
Ou eu é que sou teu?
A minha vida é um pensamento ou o pensamento é a minha vida?
Será ele real ou apenas uma partida?
Chega...vou começar de novo, um novo pensar,
Mas chegas á conclusão que isto não o irá afastar,
Pois ao recomeçares lá está ele novamente,
Á espera de uma idéia vibrante.
Depois de isto tudo pergunto-te eu,
De quem é o pensamento? teu ou meu?
Até te respondo, não é de ninguém,
Mas sim do criativo, aquele a que não chegas, aquele que está mais além!
Tu conheces-o! Aquele que te faz chorar, aquele que te faz vingar,
Aquele que te faz odiar, aquele que te faz amar, aquele que te faz pensar.
Pensamentos, pensamentos, pensamentos pensantes,
Como chegas tu sem que te veja antes?
És complexo, desconhecido e invísível,
Procuro no fundo e a imagem é acessível.
Pensamento...o que me fazes pensar,
Mas já que em mim vives, por ti...eu deixo-me falar!
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O meu "Universo" és tu!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ruas!



Passando por ruas escuras...vazias,
Lembrando-me do tempo quem me trouxe alegrias.
Hoje, vejo caras tristes... desamparadas,
Pensando no tempo em que as ruas eram frequentadas.
O silêncio expande-se pelo becos,
Enquanto os murmúrios se ouvem como ecos.
Ruas vazias á espera da nossa gente,
Pedras de calçada que já ninguém sente!
Ruas de sofrimento, ruas de memórias.
Cada pedra que a compõe tem as suas histórias.
Querem contar mas já ninguém passa,
E histórias que não são contadas... caem em desgraça.
A brisa leve do vento percorre estas ruas,
Que embora te esqueças... São tanto minhas como tuas.
Pois as ruas onde se cresce,
É onde a vida floresce.
O silêncio expande-se pelo becos,
Enquanto os murmúrios se ouvem como ecos.
Ruas vazias á espera da nossa gente,
Pedras de calçada.... a que já niguém mente!
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O meu "Universo" és tu!

E depois?

Todos nós nos preocupamos tanto com o depois, tanto em modo de advérbio de tempo (mais tarde; em outra oportunidade - "Nós falaremos sobre isso depois"- ) , como em locução prepositiva (após, intervalo de tempo que inicia assim que um dado facto ocorre - " Ligo-te depois da reunião" - ; além, atrás, espaço que inicia assim que passa algo - "Vire depois do sinal"), mas não só. O "Depois" está presente nas nossas vidas de forma constante e para muitos o "depois" é de extrema importância.
Há gente que gosta de ter tudo planeado!

Uma conversa entre dois amigos...
Joaquim - " Sim Ana! Tudo bem? Olha logo o pessoal, por volta das 21h, vão ao cinema, queres vir?
Ana - Olá Joaquim. Sim está tudo bem e contigo? Sim poder ser, mas o que vamos fazer depois?
J - Tudo tranquilo por estes lados! Epa, não sei o que vamos fazer depois, não falamos disso, depois havemos de ver.
A - Ok, não gosto muito de sair sem fazer planos mas tudo bem, vou ter a tua casa ás 20:30 ok?
J - ok. Até mais logo. Beijinho
A - Té logo. Beijinho.

Ora... A Ana é daquele tipo de pessoas, tal como podem reparar que gosta de ter tudo planeado. O depois tem ser delineado ou ela já não se sentirá tão confortável.
Admito que por vezes é bom fazer planos, é bom ter uma estratégia a seguir, tanto faz numa situação banal como da própria vida pessoal, mas por vezes, por muitas vezes, o plano falha e como normalmente os que planeiam sómente têm aquele e aquele plano só, se algo corre mal, ou melhor, se não corre como planeado.... desculpem a expressão...ficam na merda! E depois?
Todos nós fazemos planos é certo, mas há que saber quando fazer os planos e quando os meter em prática, ou seja, é bom fazer planos para o que realmente é importante, pois a vida é um jogo e há que sabê-lo jogar como deve de ser. Mas uma vez que este plano esteja concretizado.... e depois? Irá esboçar um novo plano? Irá seguir a vida sem planos? Mas isto não implica ir contra as suas próprias regras que é ter sempre um plano? e depois?
Se lhe dissessem que só tinha 2 meses de vida e durante esses dois meses fazia tudo o que sempre quis fazer, mas vivia um mês mais...e depois? o que ia fazer se já tinha feito tudo? e se vivesse ainda mais tempo....e depois?
Era descoberto, de algum modo, que o deus cristã não existe... e depois? Iam todos os fiéis gerar revolta contra o vaticano? Iam todos ficar com a alma perdida por não haver "ninguém" para os guiar? Iam chegar á concluão que todas as guerras religiosas tinham sido em vão? E depois?
Ficava comprovado que não eramos os únicos no universo (algo que acredito que não sejamos) e depois? Iamos aniquilar tudo o resto (se conseguissemos) para sermos os Srs do universo? Ou iamos entrar em subjugação devido a raças superiores? e depois?

O que quero dizer com isto tudo é que não deviamos preocupar-nos tanto com o depois, pois o "agora" já passou e o "neste momento" é muito curto, e o "depois" bom...este até podem nem chegar a vê-lo! É bom planear, mas não em demasia, pois com cada detalhe adicionado ao plano, o tiro na culátra causa muitos mais danos e a sua reparação é complicada se não mesmo impossível.
E depois?
Uma resposta ao modo da minha avó! E depois? Morreram as vacas e ficaram os bois!

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O meu "Universo" és tu!

sábado, 9 de maio de 2009

Festas do Sr. Santo Cristo

Festa do Sr. Santo Cristo, a maior festividade religiosa dos Açores e muito provavelmente a segunda maior do país a seguir a Fátima!
Realizam-se no quinto domingo após a Páscoa(Como se comeu muitos chocolatinhos, agora há que beber para digerir todas as calorias ingeridas certo? Isto sem falar no dinheiro que os dentistas ganham a arranjar os dentinhos!Talvez até não).
Bom...O culto teve início no final do séc XVII com a fama dos milagres obtidos por Intercessão do Senhor Santo Cristo, cuja imagem se venera no Convento de Nossa Senhora da Esperança. Data desta época a procissão, que ainda hoje segue itinerário idêntico e percorre grande parte de Ponta Delgada. Na procissão incorporam-se dezenas de milhares de fiéis vindos de todas as ilhas dos Açores, das comunidades açorianas espalhadas pelo mundo e de outras proveniências. Acreditem que é um mar de gente por estas ruas fora, parece que estamos sempre a andar no sentido contrário do restante das pessoas, ora se vamos para baixo, parece que está tudo a vir para cima, e vice-versa...Acreditem, não é fácil, há alturas que me vejo grego!(Vá-se lá saber o porquê de ser grego, poderia ser Anglo-Sáxónico...mas pronto, isso não interessa agora).
Na altura das festas a cidade engalana-se com arcos e iluminações feéricas. As ruas por onde passa a procissão são atapetadas de flores artisticamente dispostas. A bênção do pão e da carne, distribuídos aos necessitados, marca o inicio das festividades. Segue-se, no domingo, a procissão com a imagem no seu famoso baldaquino decorado de florese com uma capa cheia de bens preciosos que foram oferenda de pessoas, é bem capaz de valr muitos milhares de euros. À devoção dos fiéis junta-se o convívio e a alegria do arraial, do fogo de artifício, da música tocada por dezenas de filarmónicas. Ponta Delgada é uma cidade cheia de cor e animação durante os seis dias em que duram os festejos.
Mas....pois é...nem tudo pode ser um mar de rosas... Começando pelos "camones" que vêm dos "state" que falam ora palavras em português, ora palavra em inglês. Eu exemplifico - " Hey como estás? You know, o outro dia i´ve seen tu com uma rapariga, era a tua girlfriend? Cool man, I fico Happy por ti" - Depois são aquele emigrantes ( espero que saibam a diferença entre os dois tipos) que vêm á cidade uma vez por ano, e nós, os que habitam na cidade, damos logo conta. Em primeiro lugar vestem-se de forma uma pouco....ahhhh....tipo...nem sei como hei de dizer... Aquelas camisas com aqueles dragões floridos, ou então camisinha toda aberta para se ver os peitorais, ou aqueles chapéus dos Yankees virado ao contrário com um blazer e calcinhas da missa!
Há também aqueles que só cá vêm arranjar sarilhos, pensam que são os maiores, que dão em toda a gente e depois levam na boca que até doi!
Mas pronto...todo o sítio tem os seus ovos podres, não estou a dizer que todos são assim, mas há alguns que são e só enfia o barrete quem quiser, pois eu cá não estou a apontar dedos a ninguém, nem me passa pela cabeça sequer de críticar alguem, simplesmente as coisas são como são, e se assim são, alguém tem que falar nisso!
Voltando ás partes mais alegres... Não é por acaso que os Açores têm a taxa de alcoól mais elevada do país, bebemos mesmo muito, só para verem, nós temos a local Cerveja Especial produzida pela Melo Abreu e o ano passado faltou cerveja ainda com um dia ou dois de festividades pela frente... foram milhares de litros de cerveja.
Fora as actividades religiosas, os mais aventureiros têm ao seu dispor concertos ao vivo, raves, e muita bebedeira para curar....Já o meu pai dizia...Gurosan e isso passa! É verdade sim Sr... Um bem haja ao meu pai!
Só para colmatar, as festas começa agora quarta-feira e quem quiser vir ainda vai a tempo de apanhar um vôo e vão treinando a esponja ( fígado) que aqui niguém brinca quando o assunto é beber. Lembro-me de um ano em que apanhei uma piela que nem sei...só sei que em 3horas para 4 pessoas estavam nada mais nada menos que 120 copos de cerveja de plástico...mas pronto...foi um dia divertido...pelo menos a parte que me lembro...sim foi muita asneira junta...enfim...não vou contar os meus pecados...só se alguém for Padre...é? Alguém? Bem me parecia que não!
Sim eu sei que os Açores são um destino caro, mas não me culpem a mim, falem com quem é de direito! Eu cá não tenho nada a haver com isso!
Eu cá não sou muito religioso, mas um bem haja as festas...enquanto uns festejam...eu bebo....e como uns bons petiscos....
Fico á vossa espera!
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O meu "Universo" és tu!

Será que arrepio? Mas agradeço



Bom, não percebo muito bem como isso funciona, e para vos ser sincero, também não procurei saber. Não irei seguir regras ou regulamentações. Exponho isto como agradecimento ao Alex, dono e sr. do blog http://theothersideofmyside.blogspot.com/ que me presentiou com este gato arrepiado, afinal, é sempre bom saber que alguém nos lê e que aprecia o jeito de como vêmos as coisas.
Nunca fui muito bom para agradecimentos oratórios ou escritos, talvez pelo facto de que, neste tipo de situações, prefiro agradecer pessoalmente com um gesto ou acção, mas como de momento isso não é possível devido á distância que nos separa, aqui ficam desde já os meus muito obrigado. Olha Alex, se quiseres mando menssagem queres? ehehehe, bom depois diz alguma coisa!
Não sei se é obrigatório presentear alguém com este gatinho, mas se não for...azarito, presenteio na mesma.
Sem posições preferenciais (bloguisticas), presenteio os seguintes blogs:

- Daniel Silva (Lobinho) http://sairdaspalavras.blogspot.com/
- Alex http://theothersideofmyside.blogspot.com
-David http://sentadonalua7.blogspot.com/
-P. http://mysweetestperfection.blogspot.com/

Estes são os blogs que diariamente visito e que muito regularmente me dão prazer a ler.
A todos vocês, um muito obrigado por fazerem parte do meu Universo.
Abraço a todos e continuação de bons pensamentos!

domingo, 3 de maio de 2009

Ser Doido por opção...pela Sanidade...

Começando pelo habitual, doido é....bem, não existe uma definição exacta de "doido" (uso e menção da palavra). Ser doido é ser louco varrido, maluco, avariado do juízo, insano, ter uns quantos parafusos a menos... é ser doido!
Normalmente, seja lá o que normal for, ser doido é estar doente, clinicamente falando claro está. É quando uma pessoa está mentalmente perturbada, umas alucinações de audição e de visualização...epa é como terem tomado LSD mais ou menos, ou outro opáceo qualquer alucinógénico (digam não ás drogas). A maior parte dos seus actos não são tomados de perfeita consciência e muitas das vezes pondo a sua própria integridade física em risco e a dos outros também.
Quantas e quantas vezes nos deparámos com essa "doença"? Eu respondo-vos, todos os dias!
Ou é por irmos na rua tranquilamente, passar um carro numa rua estreita na qual o limite de velocidade é 50 km/h e este ir a 100km/h e quase nos albarroar. O que dizemos? - " Gaita...o homem é doido" (ou talvez algo mais ríspido).
Ou é por alguém ir a cantar pela rua num tom de voz mais elevado... e o que pensamos nós? Que esse alguém está feliz da vida? Óbviamente que não. Que ganhou o euro milhões? Até poderia ser, mas duvido que estivesse somente a cantar pela vida. Dizemos logo sem sequer piscar os olhos duas vezes: " E depois dizem que os doidos estão na casa de saúde" Isto num tom de ironia claro está!
Deixemo-nos de tretas! Quem de doido não tem um pouco? Digam-me uma pessoa que não seja doida! Vá digam-me...estou á espera. Ia jurar que vi alguém com o braço no ar, mas deve-se ter arrependido!
Aposto que no percurso da vossa vida já vos aconteceram coisas muito maradas, e as quais levaram-vos a fazer coisas ainda mais maradas! Olhem que ser doido é bom!
Por exemplo, é bom ser doido pelo Amor, pois quem é doido ama doidamente (loucamente), e é bem preferível de amar assim do que sábiamente, pois quem ama sábiamente....Bom, aconselho a tentar novamente!
É bom ser doido pela Vida, ter gosto de a viver a cada instante, ser um vivã louco, apaixonado, levar a vida ao limite, não o dela, mas o vosso limite, experiênciar coisas novas! Olhem exprimentem a fazer uma coisa amnhã que nunca tenham feito antes...mas algo doido. Deixo ao vosso critério...façam qualquer coisa, não importa o quê, mas façam!
Concluindo, é bom ser doido! A "doidice" ou lá como a queiram chamar, é algo de bom, torna-nos sãos, "obriga" a mente a trabalhar, nem que seja para as asneiras. Por isso meus caros, se tiverem a opção de serem doidos, sejam-o a todo o gás...Façam isso pela vossa sanidade!
" Fui á festa ver a minha avó, ela não estava e comi um pão de Ló.
O meu tio apareceu um pouco rezingão, tinha levado com uma bala de borracha na mão.
Minha avó lá telefonou, mas o meu tio disse que foi ela que agoirou.
Não me perguntem o quê, porque eu não sei, não olhem para o Sr do lado porque ele não vê!"
É isso pessoal doido....sejam doidos....onde quer que seja! Nem que seja por um bocadinho ;)
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O meu "Universo" és tu!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Liberdade de Escrever

Sem introduções, baratas ou caras, e como já vos tenho acostumado (julgo eu) começo logo com definições. Ora aqui vem mais uma de maneira simples, pois cada um é livre de ser livre e é livre de definir a liberdade. Sendo generalista, Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Fazendo aqui uma pausa e supondo que o texto acabaria aqui, muito provavelmente perguntavam: " Mas então não falas da liberdade de escrever?" ou algo assim do género, no qual eu respondiria " Se sou livre para escrever, escrevo o que quero sem dar justificações a ninguém, além do mais que o blog é meu, ora essa".
Mas isto foi apenas um pequeno aparte...vá pensem que isto é um filme cheio de analépses e prólepses, mas sem realmente estas existirem...Percebem? Não? Opa...temos pena então. Um dia pode ser que lá cheguem...onde? Algures!Aqui!Ali! Onde quiserem!
Lembro-me de ter começado a escrever, ou melhor, começado a rabiscar nas paredes do quarto. Sim, os meus pais não ficaram lá muito contentes, pois lá tiveram que limpar a parede toda. Vá lá que até foi com grafite, pois com caneta ou outra coisa qualquer poderia ter sido bem pior e tê-los-ia obrigado a pintar a parede do meu quarto.
Um dia fiz uma descoberta muito intressante, ok uma re-descoberta, pois já os egípcios o usavam há muito muito tempo, o belo do papel... e que belo é o papel...branquinho, limpinho (por norma), e o mais intressante é que serve para escrever. Digo-vos que fiquei super contente, parecia uma criança aos pulos de um lado para o outro quando a minha mãe me fez re-descobrir o papel (se calhar até porque era mesmo uma criança).
A partir desta altura, começei a fazer no papel, aqueles lindos desenhos que tanto adorava, um sol a rir, uma montanhas castanhas, uma casa com o telhado deformado, um lago super pequeno e um super pato, sim tinha a mania de os fazer enormes, devia ter alguma adoração por patos, vá até que gosto bastante do pato Donald. É um desenho com piada.
Uns tempos mais tardes, aprendi a escrever o meu nome graças á minha avó, e escrevia-o por todo o lado, e quando digo por todo o lado, era por todo o lado mesmo, no papel obviamente, debaixo da mesa na cozinha (e hoje em dia em casa dela ainda lá está a minha assinatura toda XPTO), até no gato exprimentei a escrever. Queria era escrever em todo o lado, era algo que me fascinava, a escrita.
Uns tempinhos mais tarde, já eu estava na escolinha a aprender novas letras, e com o passar do tempo, novas palavras, novos tipos de pensamento, novos ensinamentos, começei a gostar ainda mais de escrever. Escrevia e escrevia e escrevia, sobre as minhas frustações, sobre as minhas alegrias, sobre as minhas paixões escolares, sobre as minhas angústias, sobre o que queria e o que não queria, e escrevia tudo num livro que se chamava Sebenta. Para quem apanhou sabe bem o que isto é! Parecia uma espécie de diário, mas decerto que haverá quem diga que " Diários são para meninas" não o chamava de diário mas sim de.... Drums please.....Minha Sebenta!
Uns anitos mais tarde, mudei a minha maneira de escrever, e começei a escrever em rimas, e olhem que nem sempre é fácil de rimar, pois pela cabecinha muitas vezes temos que pensar! (rima)
Quando escrevia em forma de rimas, escrevia muita coisa pessoal, mas maioritáriamente do que se passava pelo mundo. Olhava pelo meu olho de "repórter" sentado á janela e escrevia. Era capaz de escrever por horas, e muitas vezes passava noites em claro a escrever. E hoje em dia, tenho uma capa de argolas na qual contém muitas escritas desse meu tempo. Era um adolescente revoltado para com o mundo.
Uns anitos mais tarde, e para ser sincero até muito recentemente, salvo erro no início do ano passado, mudei uma vez mais a minha tipologia de escrita para esta que aqui está, mais em forma de crónica, se bem que eu não me considero nehum cronista nem algo que se pareça. Simplesmente sou uma pessoa normal que gosta de escrever!
Escrevi, escrevi, escrevi, e não vos disse ainda o que é a liberdade de escrever. Bom, voltando ás analépses e ás prólepses.
" Mas então não falas da liberdade de escrever?" ou algo assim do género, no qual eu respondiria " Se sou livre para escrever, escrevo o que quero sem dar justificações a ninguém, além do mais que o blog é meu, ora essa".
Esta meus amigos, é a liberdade de escrever, escrevendo o que se quer, quando se quer e quando acharem que é necessário.
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O meu "Universo" és tu!