segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


Há no tempo em que vivemos uma dessincronização entre o curso dos acontecimentos e o seu impacto. Na verdade, a notícia que funcionava como canal privilegiado de acesso à informação deixou de o ser. Em vez disso, o que temos hoje é o acesso à reprodução mimética da mesma notícia que, apesar de variar no grafismo, se repete à exaustão pelos jornais. A notícia é portanto uma novidade relativa. Não encarna a sua função porque repete ideias. E não surpreende. Ao invés, endeusa-se a figura do comentador, que trabalha a perspectiva. E assume o papel de problematizador. Ou de paladino do descrédito de determinada medida. É o seu talhante, quem separa o osso da carne, e quem expõe os seus desperdícios. E serve mais ao leitor, porque através dele pode construir a sua própria perspectiva. O sentido crítico que o mundo actual convoca é também feito disso. Da necessidade absoluta de marcar posição. De se ter uma perspectiva. Um plano de visão. As circunstâncias actuais exigem a participação. O nim é cómodo, mas inerte. Todos temos opinião, e somos todos, também por isso, políticos. Quer seja sobre o mobiliário da praça, ou sobre o futuro do País. Todos temos um papel na decisão. Resta saber até que ponto estamos dispostos a exercê-lo e a que ponto chega a coragem de o fazer. As decisões, mesmo as más, têm um objectivo, e é por isso que se acreditamos nele não o podemos defraudar. Exige coragem e tenacidade que não se vendem em pacotes no hipermercado. Mas são absolutamente necessárias. Para os comentadores a avaliação é distanciada, mas é mais gratificante. Ajuizar e criticar são pontos fortes do estímulo à intervenção cívica. Portugal é um país de brandos costumes. Mas esta não é uma condenação. É uma constatação que cabe a cada um de nós contribuir para alterar.
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O meu "Universo" és tu!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Back!


Olá a todos os meus seguidores.
Sei que já faz uns tempos que não debito palavras, mas até á relativamente pouco tempo nem crédito de palavras tinha, pois havia muito pouco a dizer. Talvez por falta de iniciativa própria, talvez por falta de paciência, talvez por falta de tempo, ou talvez, e penso que será o mais correcto, por falta de inspiração da vida.

Foram uns meses asssim assim, e por assim assim, quero dizer, "nada convidativos" tanto á escrita como á própria vida, mas pronto...aqui estou eu!

Todos nós temos problemas é certo, uns com problemas mais graves, outros com problemas moderados, e outros que eventualmente, não serão nada demais. Todavia problemas são problemas e quem passa por eles, é que sabe o quão prejudicial/difícil possa ser.

Problemas á parte, não que esteja totalmente resolvidos, mas para lá caminham e isso é que é o importante... que as coisas andem e não estagnem.

Recomecei a trabalhar, o que é bom sinal, pois sem € no fim do mês, a vida complica-se, e nesse assunto, já meti a primeira, agora só falta ver quantas "rotações" o motor ( eu/patrão) aguenta até engrenar a segunda, mas há que dar tempo ao tempo.

O resto está indo bem, pois também tenho alguém que me apoia incondicionalmente, alguém que conhece todos os meus defeitos e fraquezas e mesmo assim acha-me formidável. Sabe bem ter isso! E o mesmo pode ela contar de minha parte.

Bom, não me posso demorar muito hoje, pois estou no "Work" e isso não é lá muito profissional, mas como o dia está paradito, dei um salto aqui!

Até breve minha gente!
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P.S - O meu "Universo" és tu!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Quando as Alturas se misturam com a Vida.


Há alturas e alturas, e há alturas em que a vida se mistura com certas alturas. Confuso? Para mim não, eu percebo-me (valha-me isso)!

Pela primeira vez, salvo erro, não escrevo para ninguém, nem para o "José" nem para a "Maria", apenas escrevo para mim, pois o melhor amigo do Homem, é um papel e uma caneta. Neste caso em específico, um teclado, um processador, um monitor e um rato e não vale esquecer da bela cadeira em que nos apoiamos (afinal de contas são vários "amigos").






Há uma altura que me espreita, e não de muito longe.
Mistura-se com a vida mas não a tinge.
Cores formará, e vivas serão,
Quente se tornará com o aproximar do Verão.

O último ano não foi de todo um pesadelo,
Mas houve alturas em que tornou um flagelo.
Doí-a sem abrir ferida, mas marcavam.
É que houve alturas que nem os meus pilares aguentavam.

Lutas incessantes de palavras golpeantes.
Uma armadura de pele nessa batalha constante.
Sem sangue vertido, não havia ferimento aparente.
Apercebi-me mais tarde que foi na alma que foi marcante.

Como em tudo há princípio, meio e fim,
Esta fase também se proporcionou assim.
Os dias tornaram-se mais claros,
E os negativismos, cada vez mais raros.

Em breve começará outra viagem, uma nova vida
Com uma direcção apenas, a de ida.
Não é fácil recomeçar, toda a gente o diz
Mas é por uma boa razão, a de tentar ser feliz (sei que vamos conseguir).

Há uma altura que me espreita, e não de muito longe.
Mistura-se com a vida mas não a tinge.
Cores formará, e vivas serão,
Quente se tornará com o aproximar do Verão.

Aguardo ansiosamente o momento,
E espero que chegue a sorrir!

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O meu "Universo" és tu!







domingo, 14 de fevereiro de 2010

Palavras sem Palavras


Ando sem caneta para escrever,

Falta-me o papel e o ser.

Não tenho tinta,

E por vezes, nem vida que se sinta.



Faltam-me palavras e letras,

Idéias e rimas.

Faltam-me acordes,

E nem sinto dor quando me mordes.



Não tenho borracha que apague,

Nem mão que apazigue,

Este assalto mental,

Que de nada tem de banal.

Sou pecado e pecador,

Sou santo com amor!


Não sou poeta,

Sou seta sem alvo!

Até o vejo, até o vislumbro,

Só não sei se é meu!



Confundo o simples, e o complexo,

Deixo-o sem nexo!

Faço linhas rectas curvas,

E banho-me em águas turvas!



Não tenho borracha que apague,

Nem mão que apazigue,

Este assalto mental,

Que de nada tem de banal.



Sou pecado e pecador,

Sou santo com amor,

Sou alma sem saber,

O que não consigo compreender!
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O meu "Universo" és tu!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O "casamento" é de quem afinal???


A possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo poderem, futuramente, aceder ao casamento civil, tem causado alguma indignação por parte de algumas pessoas da "nossa praça". Digo algumas porque quero acreditar que se trata, de facto, de uma minoria que deseja limitar um acesso a um direito!

Não consigo perceber, entender e até mesmo tolerar as razões apontadas para que se defenda o contínuo afastamento de pares do mesmo sexo do direito, legítimo, de virem a optar por se casar.

O casamentro civil entre pessoas do mesmo sexo já deveria ser uma realidade há muito, porque assenta em factos incontornáveis, os quais passo a explicitar:


1 - Trata-se de uma forma de reconhecer legalmente o relacionamento entre duas pessoas. Não pode, por isso, ser comparável, de forma falaciosa por alguns líderes de opinião mais desonestos, a uniões entre seres humanos e animais ou mesmo objectos!


2 - Vivemos, felizmente, num país laico. Ou seja, onde impera a separação legal entre o Estado e a Igreja, independentemente da religião em causa. Por isso, o que está em causa é o direito de pares do mesmo sexo virem a contrair casamento civil.

Aliás, numa sociedade laica é tão sui generis referendar o direito que duas pessoas do mesmo sexo têm de aceder ao casamento civil como referendar a possibilidade dos sacerdotes católicos poderem aceder ao casamento civil.


3- A instituição do casamento civil não tem como única finalidade a reprodução. Senão, vedaríamos tal direito ás pessoas inférteis ou a quem, por opção, não quisese procriar!


4 - A homossexualidade não é uma doença ou parafilia e isso é atestado pelos mais recentes manuais de diagnóstico utilizados em psiquiatria e psicologia, o "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" e a "Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados á Saúde" da Organização Mundial de Saúde, nem se verifica qualquer correlação com o "incesto", "abuso sexual" ou mesmo "pedofília", ao contrário do que é falsaqmente proferido por muita gente, que confunde, propositadamente ou não, doença com pecado, á luz da religião mais prosélita ou de doutrinas oficiais transmitidas por Estados do tamanho de cerrados que perante a actual dificuldade de "vender" os seus pecados tende a reconvertê-los em doenças, o que não deixa de ser uma evolução, pois outrora anunciavam a doença como castigo do pecado (risos).


5 - Nem o casamento civil, nem mesmo a moral e a ética, são propriedade de alguma instituição religiosa. (porque se for meus amigos, há muita gente que não está a ser paga).


6 - Ninguém será prejudicado, independentemente da sua orientação sexual, nos seus direitos, se o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo for uma realidade.


Enfim, perante tais factos o melhor é não meter "o casamento civil na sacristia" e deixar que o "António" e o "Joaquim", assim como a "Fátima Andreia" e a "Jacinta", possam casar!


Um pequeno aparte, para os que não me conhecem, não ficarem a matutar: Sou heterosexual com muito orgulho, simplesmente acho que os direitos são para todos e não para uma parcela denominada socialmente "normal"!


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O meu "Universo" és tu!

domingo, 20 de dezembro de 2009

É Natal!


É Natal, é tempo de pinheiros enfeitados com "bolas e bonequinhos", pais natais pendurados á janela, pauzinhos de incenso aromatizando a entrada de nossas casas.
Nas ruas....é natal também, armações enfeitadas igualmente reluzentes, música na rua e caras alegres, harmoniosas e simpáticas, os putos a deliciarem-se com os brinquedos nas montras e outros a chorarem com medo do Pai Natal.

É Natal.... é tempo de abraços e abraçinhos, beijos e beijinhos, é tempo de pancadinhas nas costas e resolver possiveis conflitos que deixamos por resolver! É tempo de prendinhas e prendonas...prendonas para os que podem, porque os que não podem, é só miminhos, mas o que conta é a intenção não é verdade?

É Natal... é tempo de convívios, grandes jantares de empresa, uma caixinha de bolachas sortidas e um vinhozinho do porto para aquecer a alma naqueles dias mais gélidos e arrepiantes! Quem tem lareira...mantinha no chão com umas quantas almofadas, uma música de fundo relaxante a relembrar os bons momentos que o ano nos trouxe, e por vezes claro está, relembrámos os maus momentos, pois há quem sofra de nostalgia nesse periodo natalício, não os condeno, a vida não anda fácil!

É Natal...tempo de sentir saudades dos que já cá não estão, tempo de os recordar quando cá estavam, tempo de sorrisos e de algumas lágrimas (nem que seja de felicidade), tempo de pensar no ano que aí espreita, tempo de traçar novos objectivos, novas metas, inventar novos caminhos para chegar onde desejámos.

É Natal...e o Natal é só um mês ( falando é em época, pois natal natal são só dois dias), depois volta tudo como estava,caras cançadas pelas ruas, com pressa e cheias de tensão, com sorrisos mais forçados e as pancadinhas nas costas esqueçam, pois já não há tempo! Têm que ser sempre a fugir! Por isso é que o Natal deveria ser todos os dias, assim andaríamos todos sorridentes, cheios de magia e amor para dar... Mas como não é....há que ir-se desenrrascando e aproveitar os poucos dias que...É Natal!

Feliz Natal para todos vós e para os vossos! Que seja uma Natal mais feliz!
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Feita de escolhas!


Hoje apetece-me escrerver, escrever da vida, do ar, do sol ou da chuva que faz, do vento que assobia entra as frechas das portas e janelas, do amanhecer dos céus, mas não, hoje refino-me, ou melhor, cingo-me ás escolhas.

Todos nós sabemos, ou pelo menos deveriamos saber, que o ponto em que estamos (na vida) foi escolhido por nós mesmos, ou seja, não vale a pena lamuriar sobre leite derramado, pois não há de ficar doce desta forma.

Mas vou começar do início, ou melhor, por vós (quem me lê, quem não ler não sabe o que perde), vou estruturar como deve de ser o meu pensamento.


Começemos! Acredito no destino? Sim, acredito! E acredito não só por acreditar, acredito porque ao longo desta minha viagem pela Terra, aconteceram-me certos eventos que me levaram a acreditar no destino, por isso, e pelo que a minha palavra vos vale, o Destino existe, pois há coisas que simplesmente estão destinadas a ser ou a acontecer.

Contudo, de igual modo acredito que, há vários caminhos que vão dar ao mesmo final, mais curto ou mais longo, mais fácil ou mais díficil, chegaremos onde deveremos estar!


O outro dia, (ontem, dia 6) a conversar com a minha namorada, descobri a minha escolha fulcral, o meu check-point da vida por assim dizer. (para os que não perceberam, descobri o momento onde a minha vida seguiu um dos caminhos que tinha de seguir...confuso? Espero que não!)


Para não criar perguntas no ar, sim, escolhi seguir do modo mais díficil. Se calhar houve pontos importantes que me levaram a escolher do modo que escolhi, o querer esquecer um amor que sabia que estava destinado, o querer seguir com a vida apesar de tudo e obviamente, todos os caminhos têm os seus precalços, e eu por ter escolhido o que escolhi, espatifei-me!


Uns tempos mais tarde, o que tinha de ser aconteceu! Não porque foi forçado, mas sim porque tinha que acontecer, estava destinado, e nós (eu e ela) sabiamos e não travamos nem um pouco!

Mas não estou aqui para falar da minha vida em particular, mas sim sobre do que a vida me deu, ou mostrou, do modo que lhe prefiram chamar!


Todos nós gostariamos de ter uma vida fácil e sem preocupações de maior certo? Dinheiro, amor, paz, alegria, sem stresses diários (ou pelo menos não muitos). Mas será que a vida teria o mesmo sabor se em certos momentos envergassemos pelo caminho mais fácil? mais cómodo?

Será que se seguissem por esse caminhos que vos trouxe dor, ressentimento, dificuldades no gerl, seriam a mesma pessoa que são hoje?

Se repararem bem, só se aprende algo sobre a vida quando esta corre mal, só acontecendo algo de muito amargo, conseguimos dizer que algumas coisas más nem são assim tão amargas quanto isso devido á situação X ou Y.


As escolhas que tomamos moldam-nos, reperesentam o que somos, quem somos, e provávelmente que iremos ser, ou trabalhar para ser!

A vida tem escolhas fodidas é certo, mas é isso que nos faz crescer, é isso que nos faz trornar numa pessoa melhor, por isso, se gostam de quem são por mais fodida que a vida vos foi, escolheram a escolha melhor, nem que seja no ponto de crescimento pessoal, para a vida e com a vida!

Acreditem sempre no que desejam, e nunca parem de lutar ou de escolher...não parem de escolher certo, mas também não parem de escolher errado, afinal de contas quem vos pode julgar pelo que quer que seja?

Escolham e vivam e aprendam com o que escolheram! O destino final será o mesmo, só as ruas mudam, só as casas ficam de outros contrastes pelo caminho...o final será sorridente, pelo menos assim gosto de pensar, pois é preferivel ter um copo meio cheio que um copo meio vazio!


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O meu "Universo" és tu!